Pentacórdio, segunda-feira, dia 2 de Julho de 2012. Por Rui Oliveira

 

 

 

 

  No Museu Nacional de Arte Contemporânea / Museu do Chiado inaugurou-se há dias a exposição “O Modernismo Feliz: ART DÉCO em Portugal – Pintura; Desenho; Escultura, 1912-1960 comissariada por Rui Afonso Santos, a qual perdurará até 28 de Outubro.


    Diz o seu catálogo : “O estilo Art Déco, designação que só surge nos anos 60, ou Estilo 1925, como também é conhecido (em apropriação da designação da magna Exposição das Artes Decorativas e Industriais Modernas realizada em Paris naquela data), conhece, num contexto actual de crise, um renovado interesse mundial.

 

 

     Congregando, eclética e decorativamente, as heranças das vanguardas artísticas dos começos do século (do Fauvismo, Cubismo, Futurismo, Expressionismo e, até, do Abstraccionismo) aliadas a sugestões vindas dos Movimentos Decorativos Modernos …, o Art Déco foi o primeiro estilo global e universal que o Mundo conheceu, aspirando a constituir-se como Arte Total …, alargando-se a todas as expressões artísticas e a todos os aspectos da vida quotidiana e expandindo-se, ao longo dos Anos 30, dos horizontes franceses ao resto da Europa, Estados Unidos, América do Sul, África, China, Austrália e Japão. A promessa estética de felicidade nele contida, antídoto contra o trauma da I Guerra Mundial, foi também paliativo contra a crise económica dos Anos 30, e o movimento perdurou até à II Guerra Mundial.

 

 

  Em Portugal, o Art Déco projetou-se, igualmente, com excelente pujança … e o próprio Estado Novo viu neste Movimento um veículo eficaz de propaganda e afirmação de poder.

   

   A efemeridade do ‘Futurismo’ português … fez do Estilo Art Déco uma fonte de oposição ao apreciado naturalismo oitocentista e, como tal, o garante generalizado da sobrevivência do próprio Modernismo, perdurando em Portugal até cerca de 1960.


  A presente exposição … permite uma releitura renovada e inovadora do nosso fenómeno Modernista, e, maioritariamente, daquele gosto que, originalmente, se estendeu do domínio do desenho às restantes expressões artísticas ditas ‘maiores’, como a Pintura, a Escultura e a Arquitetura, mas também ao grafismo e publicidade, à cenografia, ao cinema, às artes da decoração e, finalmente, à própria vida quotidiana e suas aspirações modernas de cosmopolitismo e felicidade”. 

 

 

       

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