POUCAS CRIANÇAS USAM SERVIÇOS ONLINE PARA PEDIR AJUDA por clara castilho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Inquérito Europeu sobre protecção das crianças dos riscos online forneceu informações que indicam que são poucas as crianças que usam serviços online para pedir ajuda.

O Projecto EU Kids Online, de que aqui já temos vindo a falar, liderado em Portugal por Cristina Ponte, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (UNL), deur conta do último relatório (http://www2.lse.ac.uk/media@lse/research/EUKidsOnline/EU%20Kids%20III/Reports/EUKidsOnlinereportfortheCEOCoalition.pdf) que tem como base entrevistas a 25 mil crianças e pais, em 25 países europeus.

Conclui-se que as ferramentas online de denúncia não estão a funcionar – só 13% das crianças europeias que ficaram perturbadas com algo na Internet as usaram. Em Portugal esse número desceu para 11%, reforçando a ideia de que as indústrias necessitam de melhorar os seus recursos.

Num outro relatório, que compara as respostas das crianças com as estratégias das indústrias, os investigadores do Projeto EU Kids Online recomendam que a indústria desenvolva formas de comunicação mais vocacionadas para as crianças e ferramentas mais acessíveis.

Este novo relatório também revela que uma em cada cinco crianças e jovens já teve contacto com conteúdos potencialmente perigosos, como sítios que promovem a anorexia ou que ensinam técnicas de suicídio.

Na Europa, os pais portugueses são os mais preocupados com riscos da internet. Numa lista de nove preocupações sobre os filhos, os pais europeus colocam em primeiro lugar o seu rendimento escolar, seguindo-se acidentes rodoviários, bullying (na internet e fora dela) e crimes. Os riscos online – ser contactado por estranhos ou ver conteúdo problemático – vêm em quinto e sexto lugares: um em cada três pais declara que estes riscos os
preocupam muito. Nos últimos lugares aparecem preocupações com o álcool e drogas, problemas com a polícia e atividades sexuais.

Portugal destaca-se por ser o país europeu onde mais pais expressaram preocupações com aqueles dois riscos: 65% preocupam-se com contactos de estranhos e 61% com conteúdos  problemáticos.

 

Ao mesmo tempo, crianças e jovens que denunciaram problemas vindos de contactos online ficaram, regra geral, insatisfeitos com a ajuda recebida. Apenas dois terços dos que denunciaram riscos relacionados com conteúdo ou
condutas acharam que a resposta recebida os ajudou. Os que denunciaram situações relacionadas com imagens sexuais sentiram ter recebido uma ajuda um pouco maior do que os que relataram riscos relacionados com condutas (mensagens sexuais ou bullying online). Crianças e jovens menos experientes no uso da internet devem ser estimulados a usar estas ferramentas que, por sua vez, devem ser desenhadas de forma a serem fáceis de usar por utilizadores pouco experientes.
                                                                                                                      

A mediação parental activa do uso da internet – por exemplo, realizar actividades em conjunto ou encorajar a criança a aprender algo por si própria, mas mantendo-se por perto em caso de necessidade – reduz a probabilidade de exposição aos riscos online em todas as idades (9-16 anos). Essa mediação liga-se também a uma menor experiência de dano entre crianças mais novas (9-12), sem com isso reduzir a sua exposição a actividades positivas na internet. 
                                                                                                                                                          

 

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