COMPOSITORES FAMOSOS – Albinoni – por Luís Rocha

Tomaso Albinoni nasceu em Veneza no dia 8 de Junho de 1671. Viajou com frequência pela Europa, mas passou toda a sua vida em Veneza, onde faleceu a 17 de Janeiro de 1751.  Foi um dos compositores da música barroca, que marcaram uma fase importante da evolução do “concerto grosso” ou concerto com grupo solista, no qual um pequeno grupo de instrumentos, chamado concertino, se destacava em certos momentos, estabelecendo contraste com o resto da orquestra geralmente reduzida, que constituía a secção denominada ripieno.

 

Estes, inicialmente chamados concerti a solo, baseavam-se na composição entre um instrumento único (solista) e o grupo orquestral ou tutti.

Esta forma introduzida por Albinoni, nos seus concerti a cinque, op.2, abria as portas ao protagonismo individual do solista que, actuando isolado, valorizava mais o artista capaz de dominar e superar as dificuldades técnicas e interpretativas. Entre os autores mais ilustres no campo do concerto solista destaca-se “Antonio Vivaldi” verdadeiro consagrador do género.

 

 

 

Entre as quase duzentas obras que constituem o catálogo musical de Albinoni (musica instrumental e óperas), sobressaem as sinfonias a quatro partes e os concertos a quatro e a cinco partes que, como já anteriormente se referiu marcam uma fase importante da evolução do “concerto grosso”.

A sua primeira ópera, Zenobia, regina de Palmireni, (1694), coincidiu com o seu primeiro conjunto de música instrumental 12 Sonate a tre  (Trio Sonatas) Sonate um TRE , Op.1

 As suas obras foram comparadas com os de “Corelli” e “Vivaldi”, tendo sido publicadas na Itália, Holanda e Inglaterra. Albinoni gostava especialmente do “oboé”, sendo o primeiro italiano a compor concertos de oboé (Op. 7, 1715). Seguiram-se os quatro concertos (n. º s 3, 6, 9 e 12) e quatro com dois oboés (n. º s 2, 5, 8 e 11) em Op.7.

Albinoni, apesar de também ter escrito óperas é mais conhecido como um compositor de música instrumental. Compôs 99 sonatas, 59 concertos e 9 Sinfonias.

 

 

 

O “Adagio em Sol menor” atribuído ao compositor é considerado, segundo algumas fontes, como uma reconstrução levada a cabo em 1945, por “Remo Giazotto”, um musicólogo “Milanês”, que deslocou a Dresden com o intuito de completar a biografia musical de Albinoni.

Entre as ruínas, descobriu um fragmento do manuscrito. Apenas a linha de baixo e seis barras da melodia, possivelmente a partir do movimento lento de um Trio Sonata ou da Sonata Chiesa, tinham subsistido. Considera-se que, a partir desse fragmento, Giazotto reconstruiu o agora famoso Adagio, que hoje é de imediato associado com Albinoni.

 

Desde então várias interpretações têm sido feitas do “Adagio” quer na área instrumental clássica, quer na área rítmica, conforme se pode ver nos vídeos que se seguem.

 

 

 

 

 

 

Base da informação: “Enciclopédia Salvat dos Grandes Compositores” – A Música Barroca de Purcel a Vivaldi por Roger Alier e outras fontes.

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