Bem sabemos, como tenho narrado em outros textos sobre a historia da Antropologia, que a ciência nasceu com a expedição para o estreito de Torres na Indonésia, por um grupo de Arqueólogos que queriam estudar nativos antes do mundo mudar[1]. Não sabiam que a mudança ia tardar muito como analiso nos textos citados.
Mas esse foi apenas o começo. Os grupos étnicos não mudaram tão rapidamente como eles pretendiam, esperavam ou pensavam. Aliás, o artigo 199 de Organização Internacional do Trabalho-OIT- da UNESCO, criado em 1910, deu cobertura e proteção aos povos nativos das terras conquistadas pelas potencias estrangeiras, que não respeitavam as formas de vida dos indígenas que eram denominados selvagens. Até o que Claude Lévi-Strauss definiu o conceito de etnocentrismo[2], a pedido da UNESCO[3] Foi a base para, posteriormente vários de nós definirmos outros ramos da ciência. Com Maurice Godelier , Antropólogo francês definiu Antropologia económica ou mercados sem de troca de bens sem moeda, apenas com reciprocidade, ideias retirada dos textos de Marcel Mauss e Bronisław Malinowski , após o seu trabalho de campo entre os Baruya da Nova Guiné, que resultou num livro: La Production Des Grands Hommes , Fayard, 1981. Foi o começo da criação da nova rama da ciência antropológica, que ensinamos emÉcole des hautes études en sciences sociales, Paris e no ISCTE no Departamento criado por mim e outros de Antropologia Social, Lisboa. Eu ensinava por ele en Paris, com o atual Diretor do Laboratoire d’Anthropologie Social, Philippe Descola em quanto era Ministro de Ciência com Mitterrand. Ele retorquiu ensinando ao meu Seminário de Doutorando e publicamos três livros para a UNESCO e Cambridge University Press, com ensaios de todos os membros do seminário.
Com Pierre Bourdieu criamos Antropologia da Educação e com George Devereux, ETNOPSICOLOGIA DA INFÂNCIA[4].
Teorias todas que ensinei como LIÇÕES DE ETNOPSICOLOGIA DA INFÂNCIA no ISCTE-IUL e em outras Universidades além Portugal.
- Desde a expedição do Estreito de Torres até o dia de hoje, a Ciência da Antropología tem crescido em diversas ramificações, analisadas por mim no meu livro Marx, um devoto luterano, de 2010. Até ser Antropologia da Ciência , que eu pratico hoje.
Senhores leitores, é todo o que consigo escrever em curto espaço de texto.
[1] A historia e as imagens podem ser acedidas em http://pt.scribd.com/doc/63910674/Expedicao-ao-Estreito-de-Torres
O estreito de Torres é uma passagem náutica entre a península de York, extremo norte da Austrália, e a Nova Guiné, ilha da Melanésia, parte o estado independente de Papua-Nova Guiné e outra parte território da Indonésia. Tem cerca de 150 km de largura, 48.000 km² de área, e é pontilhado por inúmeras ilhas, algumas habitadas. Foi descoberto pelo navegador espanhol Luís Vaz de Torres.
Historia em http://pt.wikipedia.org/wiki/Estreito_de_Torres
Membros da expedição eram Sir Cedric Haddon, Herbert Charles Seligman e o médico Julian Rivers. Narrado em
[2] Etnocentrismo é um conceito antropológico, que ocorre quando um determinado individuo ou grupo de pessoas, que têm os mesmos hábitos e caráter social, discrimina outro, julgando-se melhor, seja pela sua condição social, pelos diferentes hábitos ou manias, ou até mesmo por uma diferente forma de se vestir.
Essa avaliação é, por definição, preconceituosa, feita a partir de um ponto de vista específico. Basicamente, encontramos em tal posicionamento um grupo étnico considerar-se como superior a outro. Do ponto de vista intelectual, etnocentrismo é a dificuldade de pensar a diferença, de ver o mundo com os olhos dos outros.
[3] Lévi-Strauss, Claude, 1952: Race et histoire, Unesco. Há versão luso europeia, 1980, Editorial Presença, Lisboa.
[4] Propositadamente tenho usado, após investigação, os nomes de ligações externas para poupar tempo ao leitor e por causa do espaço, limitado a apenas duas páginas. Quem fizer um clique sobre essa palavras, conseguirá uma informação além do texto deste ensaio.
