Amanhã, 6 de Setembro, é lançado o livro OUTRO CAMINHO,
do argonauta Carlos Leça da Veiga. Editada pelas Edições
Salamandra, a obra será apresentada pelo Coronel Otelo
Saraiva de Carvalho. A sessão de apresentação, para a qual
estão convidados todos os argonautas, realiza-se às 18:30
no Hotel Continental, em Lisboa.
Em Portugal, “não existe Democracia” e “em certos casos, não estamos melhor do que antes do 25 de Abril” Prof. Doutor Vitorino Magalhães Godinho “A partir de agora (em 2004), a Constituição portuguesa de 1976, totalmente subvertida, pode ser posta em causa por qualquer regulamento comunitário, mesmo o mais comezinho” Prof. Doutor João Ferreira do AmaralSalvo para aqueles crentes – os novos situacionistas – convictos indefectíveis de estar a viver-se em Democracia, para muitas e muitos dos demais, Cidadãs e Cidadãos, parece não ser-lhes difícil concordar que, de verdade, o que existe, não é aquela Democracia que, hoje em dia, tem de ser considerada, a mais exigível.
Temos uma Constituição inadequada e incapacitada de servir a generalidade da população portuguesa e, por igual – problema com muita gravidade – estamos sujeitos a uma dependência política, económica, cultural, ecológica e militar alienígena que vicia a História nacional e dá cor escura ao futuro dos portugueses. Não será por haver quem aceite esta situação – mesmo que seja uma indiscutível maioria de eleitores – que isso fará passá-la a poder ser tida como justa ou, no mínimo, aceitável. As maiorias, como é bem sabido, já têm feito as piores escolhas. Quem não recorda a vitória eleitoral de Hitler!
Os pecados capitais posteriores ao 25 de Abril são, de facto, uma Constituição política que não garante aquela Democracia que o século XXI exige e, também, a situação de sujeição a interesses politico-económicos comandados pelo exterior. De facto, a Constituição actual não serve a generalidade das necessidades sociais da maioria da população, não ambiciona accionar as boas vivências duma efectiva participação cívica e, também, não menos grave, por força da sua ambiguidade, permite acolher uma situação de dependência do exterior que, como incontestável – a experiência está a mostrá-lo – tudo embaraça, senão tolhe, inclusive liquida a esperança em viverem-se melhores dias. “

