DIÁRIO DE BORDO, 13 de Setembro de 2012

A austeridade está cá para ficar. O desemprego vai aumentar. As falências das pequenas e médias empresas idem. As turmas nas escolas vão aumentar, o número de professores vai diminuir. A emigração retoma números antigos. Atiraram um ovo à ministra. O país está em paz, dizem. Por aí fora. E lá por fora, promete. Olhem o Médio Oriente.  Na América do Sul, continua a guerra na Colômbia, e a propaganda a deitar as culpas às FARC. Ah, e, na Europa, o Comissário Barroso, quer avançar com o federalismo. Desiludam-se os que pretendem vê-lo suceder a Cavaco Silva; um tacho na Europa é muito melhor que a presidência da República Portuguesa. Até o 5 de Outubro e o 1 de Dezembro deixaram de ser feriados.

O Vítor Malheiros, no que escreveu anteontem no Público (vejam aqui n’A Viagem dos Argonautas, ontem – http://aviagemdosargonautas.net/2012/09/12/o-sonho-de-passos-coelho-por-jose-vitor-malheiros/), tem toda a razão: querem dividir-nos em descartáveis, temporários e lacaios (as designações dos três terços da população são da responsabilidade de Diário de Bordo). Acima só a classe dirigente, a oligarquia, os 1 por cento (serão tantos?). Estão-se maribando para a economia (para que precisam dela?), querem ter todo o dinheirinho na mão para brincarem entre eles a ver quem fica mais rico. Isso é o que é importante para a alta finança.

Desde a guerra no Iraque que não pararam. As bases militares americanas, que já eram muitas, estenderam-se à Ásia Central. A China tem-se prestado muito ao jogo. Ainda tem muita na gente na economia de subsistência, que ficam muito bem nas duas castas inferiores. O cabeça dura do Putin, que quer ter uma oligarquia só dele, um destes dias vai borda fora. Como o Khadafi, esse doido, que nunca perdoou terem-lhe massacrado a família. Teve um fim exemplar para os mestres dos mercados, com televisão e tudo. Entretanto,  o Assange, o Garzón, tipos como o Michael Moore, que têm a mania de que fazem política à maneira deles, têm de ser desacreditados, se não for coisa pior.

Por isso tudo, estamos num caminho sem regresso. Pelo menos é o que pensam os promotores de toda esta agenda, deste tsunami de empobrecimento e de subjugação. Temos de os deter por todos os meios. O primeiro passo é denunciá-los. Não deixar que nos confundam e nos convençam que não existem. Que isto é uma teoria da conspiração.  Eles existem e são muito, muito pesados.

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