O MANUAL DO PERFEITO “BANKSTER” – Por Júlio Marques Mota.

Nota de leitura

Continuamos com a edição do manual do perfeito “bankster”, continuamos a perceber que se há alguma noção de justiça a nível institucional existe no mundo, esta existe apenas nos Estados Unidos com uma Administração que estará a ganhar os foros de Justiça, contrariamente ao que acontece na Europa, onde parece que Deus não existe, porque aqui todos os golpes baixos são permitidos.

A série continua e fica-se claro com a ideia que no plano ético a diferença entre um bairro de luxo de Londres e um bairro de lata de Lisboa, a diferença existe, e é muito simples, no bairro de luxo de Londres roubam-se muitos milhares de milhões, no bairro de lata de lista roubam-se muitos tostões e enquanto isso as arquitecturas institucionais são feitas para proteger estes gangs de gente da “alta”, gangs bem organizados ao assalto das bolsas dos povos por eles “democraticamente” controlados, subjugados,

Júlio Marques Mota 

Manual do perfeito  “bankster”, lição 3: facilitar  a evasão fiscal – I

A Justiça francesa investiga sobre a captação ilegal de clientes feita pelo banco  UBS. Terceira parte da  nossa série sobre as vigarices da delinquência financeira

Le Nouvel Observateur

Em França a  Justiça francesa investiga sobre a captação ilegal de clientes feita pelo banco  UBS.

Os cidadãos  ricos irritados  com os  impostos são os alvos favoritos dos bancos suíços. Para reduzir a sua factura fiscal, estas famílias abastadas, estão muitas vezes dispostas a fazer vista grossa sobre as taxas cobradas pela Suíça e até mesmo sobre  as taxas de rentabilidade  dos  seus investimentos! O  que faz deles uma espécie de “vacas leiteiras” .

7 000  inspecções junto de clientes de UBS

Algumas instituições suíças, por isso mesmo,  têm trabalhado e captado clientes bem para lá das suas fronteiras. A evidência: as autoridades alemãs acabam de proceder a  7.000  inspecções judiciais  sobre  clientes do banco Crédit Suisse na  Alemanha, de acordo com o diário alemão “Handelsblatt”. Todos   estão sob suspeita de terem  colocado   dinheiro  nas suas  contas bancárias disfarçadas de  produtos de seguro de vida, a fim de enganar o fisco. Tudo isto graças à Credit Suisse Life, uma companhia de seguros de vida sediada nas Bermudas, um conhecido paraíso fiscal. Vários milhares de  milhões de euros teriam, portanto, sido subtraídos ao fisco .

Angariação ilícita de  clientes franceses

Na França, a justiça investiga a angariação  ilegal de clientes franceses realizada, desta vez pelo  banco UBS. Os banqueiros de Genebra e de Lausana estavam aproveitavam-se  da realização de  concertos e  de torneios de golfe para abordar os potenciais clientes . Os clientes eram, por vezes, enviados pelos seus colegas franceses com quem  partilharam os seus bónus . Um quadro do banco foi mesmo colocado sob controle judicial  e foram feitas buscas pela polícia em Bordéus.

Marjory Cessac, Sophie Fay et Jean-Gabriel Fredet – Le Nouvel Observateur

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