COISAS QUE ACONTECEM… – por Magalhães dos Santos

UMA COISA QUE TEM DE ACONTECER

Quantas vezes – e com bom proveito meu! – ando na INTERNET  à procura de um conhecimento, de esclarecer uma dúvida e me surgem outros que também me interessam e me entusiasmam. Já não é a primeira vez que largo o que estava a fazer e me perco com o novo achado.

Não me parece que esteja sozinho nestas divagações.

Andava eu à procura de algo em que a INTERNET pudesse ajudar-me e dou de caras com o texto de certo “professor” brasileiro que falava do seu escândalo (justíssimo!) por ter encontrado um qualquer produto intitulado – nos rótulos impressos… – “Qualquer coisa do Profeçor”.

Chamou a atenção do empregado para o asinino erro do Ç em vez dos SS. Disseram-lhe que não era por ignorância, era porque assim o produto se vendia melhor.

O autor desse artigo ficou danado não só com o erro cavalar mas também com a hípica “justificação”. E em artigos seguintes chamou a atenção para o grosseiro erro e ainda mais grosseira “razão” que lhe fora apresentada.

Notou, após esses protestos, que tinha havido um recuo na utilização do tal asnático rótulo.

E  este professor que tanto e tão assisadamente se enxofrava com o erro de escrever profeçor em vez do correto professor, rematava o artigo que li na INTERNET com estas lamentosas palavras: “Aproveitam-se do surto de ignorância que graça nesse Brasil de todos os erros”.

(O sublinhado é meu).

Não existe o verbo graçar. Existe o verbo grassar,intransitivo, que pode significar: Alastrar-se; desenvolver-se; difundir-se; propagar-se, alastrar-se,popularizar-se, vogar,

Este erro pode ter sido uma simples “gralha”, bicho terrível, inimigo de quem quer escrever corretamente, sem… erros de Ortografia.

Recorro frequentemente aos serviços do digitalizador ou escâner (do inglês scanner) para copiar determinados textos extensos, que seriam muito morosos de copiar datilografando-os (no teclado do computador).

São precisos, depois, uns cuidados muito grandes Porque o aparelhómetro dá-lhe para trocar uma letras por outras e, se umas “gralhas” são facilmente detetáveis, por “construírem” palavras inexistentes ou por não fazerem o mínimo sentido no contexto em que se inserem, outras… Virxe Maria! Podem causar danos terríveis ao texto e… à reputação do autor do texto.

Uma vez, copiei, por esse processo, o poema de José Carlos Ary dos Santos AS PORTAS QUE ABRIL ABRIU. O malvado aparelhúfio transformou o T de PORTAS num ali nada bem-vindo R e vejam só o que dali saiu: AS PORRAS QUE ABRIL ABRIU.

Bem certo é que alguns biltres, alguns canalhas se encarregaram (com que triste êxito!) de transformar essas gloriosas, esperançosas portas nas desesperadas obscenidades a que hoje não só assistimos mas de que também somos vítimas, lastimosas e deploráveis vítimas.

José Carlos já não está entre nós para, com os seus versos e a sua voz, de novo empurrar este triste povo para rebentar com os grossos portões que lhe roubam a luz do Sol.

Mas outros Poetas, outras vozes se levantarão para acabar com esta miserável vergonha.

O que é de  mais… é moléstia! E antes que esta degenere em maligna e incurável peste… é preciso que Portugal desperte e esbraceje e esperneie!

Há de aparecer um Egas Moniz ou um Gonçalo Mendes da Maia, um Álvaro Pais e um Dr. João das Regras, um António de Saldanha (Alcaide-mor de Vila Real) ou um João Pinto Ribeiro, um Machado dos Santos ou um Dr. António José de Almeida, ou uma gloriosa reencarnação desse príncipe do povo que foi Salgueiro Maia… Não, a raça desses conquistadores e reconquistadores da Dignidade nacional não pode estar extinta.

A nossa classe política não pode ser só o lamaçal em que as gentes de Portugal têm patinhado de há trinta e tal anos para cá! No meio de tanta podridão não se encontrará uma maçã não contaminada, sãzinha?

Só nos espera o desespero?

Greves, manifestações (sem folclore risível!), comícios, evitando, quanto possível, violência e derramamento de sangue…

… a coisa tem de acontecer!

Ontem já era tarde!

                                                                        

Lista dos Conjurados[1].
D. Afonso de Menezes, Mestre de Sala d’el Rei D. João IV; D. Álvaro de Abranches da Câmara, General do Minho, do Conselho de Guerra; D. Antão de Almada, 7.º conde de Avranches, 10.º senhor dos Lagares d´El-Rei[1], 5.º senhor de Pombalinho e Governador da Cidade; D. António de Alcáçovas Carneiro, Senhor do Morgado de Alcáçovas, Alcaide-Mor de Campo Maior e Ouguela; D. António Álvares da Cunha, Senhor de Tábua;. D. António da Costa, Comendador na Ordem de Cristo, Senhor do Morgado da Mustela; D. António Luís de Menezes, 3º Conde de Cantanhede, 1º Marquês de Marialva; D. António Mascarenhas, Comendador de Castelo Novo na Ordem de Cristo;António de Melo e Castro, Capitão de Sofala, Governador da Índia; António de Saldanha, Alcaide-mor de Vila Real; António Teles de Meneses, 1º e último Conde de Vila Pouca de Aguiar; D. António Telo, Capitão-mor das Naus da Índia; Ayres de Saldanha, Comendador e Alcaide-mor de Soure; D. Carlos de Noronha, Comendador de Marvão, presidente da mesa da Consciência e Ordens; D. Estevão da Cunha, Prior de S. Jorge em Lisboa, Cónego da Sé do Algarve, Bispo eleito de Miranda;Fernão Teles da Silva, 1º Conde de Vilar Mayor, Governador das armas da província da Beira;D. Francisco Coutinho, filho de Dona Filipa de Vilhena que o armou Cavaleiro e a seu irmão; D. Fernando Telles de Faro, Senhor de Damião de Azere, de Santa Maria de Nide de Carvalho; Francisco de Melo, Monteiro-mor; Francisco de Melo e Torres, 1º Conde da Ponte, Marquês de Sande, General de Artilharia; D. Francisco de Noronha, irmão do 3º Conde dos Arcos; Francisco de São Payo;. D. Francisco de Sousa, 1º Marquês de Minas, 3º Conde do Prado; D. Gastão Coutinho, Governador do Minho; Gaspar de Brito Freire, Senhor do Morgado de Santo Estevão de Nossa Senhora de Jesus na Baía, Brasil; Gomes Freire de Andrade, Capitão de Cavalos; Gonçalo Tavares de Távora, Capitão de Cavalos; D. Jerónimo de Ataíde, 6º Conde de Atouguia; D. João da Costa, 1º Conde de Soure; D. João Rodrigues de Sá e Menezes, 3º Conde de Penaguião; João de Saldanha da Gama, Capitão de Cavalaria; João de Saldanha e Sousa; D. João Pereira, Prior de S. Nicolau, Deputado do Santo Ofício. João Pinto Ribeiro, Bacharel em Direito Canónico, Juiz de Fora de Pinhel e de Ponte de Lima; João Sanches de Baena, do Conselho de Sua Majestade, Desembargador do Paço, Doutor em Cânones; Jorge de Melo, General das galés, do Conselho de Guerra; D. Luís de Almada, filho de D. Antão de Almada;Luis Álvares da Cunha, Senhor do Morgado dos Olivais; Luís da Cunha de Ataíde;Luís de Mello, Porteiro-mor;D. Manuel Child Rolim; Martim Afonso de Melo, 2º Conde de São Lourenço, Alcaide-mor de Elvas; Miguel Maldonado, Escrivão da Chancelaria-Mor do Reino; D. Miguel de Almeida 4.º conde de Abrantes; D. Nuno da Cunha de Ataíde, 1º Conde de Pontével; D. Paulo da Gama, Senhor do Morgado da Boavista; Pedro de Mendonça Furtado, Alcaide-mor de Mourão;D. Rodrigo da Cunha, Arcebispo de Lisboa;Rodrigo de Figueiredo de Alarcão, Senhor de Ota; Sancho Dias de Saldanha, Capitão de Cavalos; D. Tomas de Noronha, 3º Conde dos Arcos; Tomé de Sousa, Védor da casa real, Trinchante-mor; D. Tristão da Cunha de Ataíde, Senhor de Povolide, Comendador de São Cosme de Gondomar; Tristão de Mendonça.
 
 
 
grassar
verbo intransitivo1. alastrar-se; propagar-se
2. (doença)
 
n verbo
 intransitivo
1     multiplicar-se por reprodução; propagar-se, espalhar-se
Ex.: um novo tipo de virose grassa pelos trópicos
 intransitivo
2     tornar-se popular; difundir-se, popularizar-se, vogar
Ex.: modismos que grassam nos grandes centros
 intransitivo
3     tornar-se de conhecimento público; difundir-se
Ex.: as más notícias grassam rapidamente
 
 
 
 
Esta complexidade, porém, agrava-se, quando as dificuldades
acima mencionadas se conjugam com outras, muito específicas, e somos
chamados a decidir da tonicidade ou da abertura de uma vogal em um
texto poético quinhentista, como o d’ «Os Lusíadas», onde os hiperbibasmos sobem a algumas dezenas (sem que nem por isso deixem
de suceder-se registos de editores muito considerados que os ignoram),
sem esquecer-se a chamada gaita galega, em decassílabos claramente
acentuados na 4
a
, 7
a
 e 10
a
, coexistentes com os frequentíssimos heróicos
e sáficos, menos geralmente desconhecidos, além de outras a
 
 
 
proveitam-se do surto de ignorância que graça nesse Brasil de todos os erros e vão matando a fome do povo que não repara nessas coisas bobas, próprias dos letrados…
 
1As armas e os barões assinalados,
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;
 
 
la Isla Iana (Jana) que la puedes leer al revés como si estuviese escrita en árabe o en hebreo (al igual que la Trapobana, que curiosamente está erróneamente escrita porque realmente se escribía Tapróbana) lee, como te digo ILLA TRAPOBANA e ILLA IANA.
 
 
 
REVISTA CARAS | 22 DE OUT. DE 2009 (EDIÇÃO 833ANO )
ETIMOLOGIA
Misoginia, aversão mórbida pelas mulheres, veio do grego misogynia, formado do étimo do verbo mísein, odiar, e gynia. Ofensa teve origem no latim offensa, topada, encontrão, batida, ofensa. E tabu, no tonga tapu, sagrado, proibido, permitido só às divindades, reis e chefes.
 
 
Por: por Deonísio da Silva*
Incesto: do latim incestum, incesto, isto é, ação contra a castitas, castidade, pureza de costumes. É do mesmo étimo de castigare, castigar, repreender, censurar. Passou a designar a relação sexual entre parentes, consanguíneos ou afins, no contexto das proibições religiosas, culturais ou legais. Conhecido em mais profundidade o processo de reprodução humana, o incesto passou a ser proibido também por motivos científicos, por trazer risco de malformação genética para os filhos nascidos de tais uniões. A variedade genética menor facilita o encontro de genes problemáticos.
Misoginia: do grego misogynia, misoginia, pela formação do étimo do verbo grego mísein, odiar, evitar, e gynia, do mesmo étimo de gynekos, presente em ginecologia. Os gregos tinham a palavra misogynia para designar a aversão mórbida pelas mulheres. Não era uma característica nacional, mas eles não eram lá muito fanáticos, não. Era comum um cidadão grego dedicar-se ao amor da esposa, da hetaira (espécie de amante) e de um efebo (moço). Não escondiam da sociedade seu matrimônio partilhado e as três entidades sabiam o que ocorria com seu homem quando estava nos braços da outra ou do outro.
Ofensa: do latim offensa, topada, encontrão, batida, ofensa. Em 1993, a escritora francesa Ag
Ofensa: do latim offensa, topada, encontrão, batida, ofensa. Em 1993, a escritora francesa Agnès Michaux (41), nascida, portanto, em 1968, ano emblemático, publicou na França um Dicionário de Misoginia, já traduzido entre nós e publicado pela LPM Editores, dois anos depois. Eis algumas frases significativas das ofensas verbais contra a mulher, que ela recolheu para escrever o livro: “Para a maior parte das mulheres, amar um homem é enganar o outro. Casar com a amante é como aproveitar os restos de um churrasco. O mais difícil não é ter um primeiro amante, é arranjar o último. O amor é um esforço que o homem faz para se contentar com apenas uma mulher. Dois galos viviam em paz. Daí chegou uma galinha e começou a guerra. A única maneira de se comportar bem com uma mulher é fazer amor com ela, se é bonita, ou com outra, se ela não o é. A mulher não dá nada de graça. A feiúra é o melhor preservativo. A mulher jamais vê o que se faz por ela; ela só nota o que não se faz. A mulher só perdoa alguém depois de puni-lo”. Quando foi lançado na França, o livro causou furor. Chamaram a autora de machista e de muitas outras coisas. Aqui, ninguém lhe deu atenção desde que foi publicado.
Tabu: do tonga tapu, pelo francês tabou e pelo inglês taboo, sagrado, proibido, permitido apenas às divindades, reis, chefes. O tonga é uma das muitas línguas da Polinésia. O primeiro registro foi feito pelo capitão inglês James Cook (1728-1779) para referir-se a certas proibições religiosas que observou entre os nativos. Mas foi Sigmund Freud (1856-1939) quem deu grande circulação a tabu em todas as línguas para designar a proibição de atos em desacordo com padrões morais hegemônicos em cada cultura. Os conceitos predominantes são aqueles que passaram a constar nos dicionários ingleses desde 1775: proibição de tocar, fazer ou dizer algo por medo de um castigo sobrenatural; proibição instituída por um grupo social como medida de proteção; superstição. Mas também preservou o sentido de privilégio de poucos, como ocorria no antigo Egito: o faraó casava-se e tinha filhos com a irmã de sangue. Cleópatra VII (69-30 a.C.), por exemplo, era irmã de seu pai e, portanto, também sua sobrinha. E casou-se com o irmão, que era também seu tio. Seu nome completo era Cleopatra Thea Filopator, palavras gregas que significam “glória do Pai, deusa amada por seu pai”.
 
 
Reviver: do latim revivere, reviver, viver de novo, readquirir a saúde, tendo também o sentido de recuperar, trazer à memória, como fazem atores e atrizes que revivem no teatro, no cinema e na televisão célebres personagens. Cleópatra VII, por exemplo, a mais famosa das faraós da série dinástica do antigo Egito, foi vivida no cinema por Jeanne d’Alcy (1865- 1956); por Claudette Colbert (1903-1996); por Theda Bara (1885-1955); e por Elizabeth Taylor (77), que a representou no esplendor dos 30 anos. Uma das cenas antológicas é o enorme tapete vermelho com que presenteia Júlio César (100- 44 a.C.). Fontes históricas asseguram que Cleópatra era o próprio presente e ofereceu-se enrolada nele, nua. O cineasta brasileiro Julio Bressane (63) dirigiu o filme Cleópatra Sétima, estrelada pela atriz Alessandra Negrini (39).
 
 
 
História da Língua Portuguesa
                       
Enviado por: 
Marcos Daud | 2 comentários
Arquivado no curso de Letras na UFRJ

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Tradução de Celso Cunha
 
 
 
 
INICIAÇÃO À FILOLOGIA GERMÂNICA
BREVE HISTÓRIA COMPARADA
 DO INGLÊS E DO ALEMÃO
Álvaro Bragança (UFRJ)
A História concisa do idioma inglês ( Old English – Middle English )
 
 
 
 
 
 
 
 
   
a + iode – Grupo de gramática do Español
   
   
gramatica.usc.es/~gamallo/aulas/etim/etim-tema2.ppt
   
A quantidade ou duração (longa – breve) da vogal   é um traço distintivo:  A diferença de quantidade é pouco   perceptível para falantes doutras línguas
 
 
  

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