Sobre A China, sobre a América e face ao silêncio europeu

Selecção, tradução e adaptação por Júlio Marques Mota

Texto nº2.  Este concorrente chinês de Android que mete medo à Google

Setembro de  2012

Disponível no site forumdemocratique.fr/ e trata-se de um site que merece ser visitado.Em cache

Enquanto o iPhone 5 Apple tenta  desviar  os holofotes  que estão apontados para o Android, o sistema operacional para smartphones do Google, um novo concorrente inesperado  se assume para  enfrentar o motor de busca Google: trata-se do  gigante chinês de internet Alibaba que tem  grandes ambições. Trata-se pois de um mastodonte chinês, líder no e-comércio e da Internet.  Ou mais exactamente, trata-se do sistema operativo  Aliyun, o sistema operativo para smartphone desenvolvido pelo grupo do milionário Jack Ma, que equipa mais de um milhão de aparelhos, apenas um ano depois do seu lançamento.

Google nega que o fabricante  taiwanês Acer tenha  tido para com a empresa Google algumas deslealdades.

« Tornar-se o Androide da  China »

 O robô verde, logo de Androide.  Copyright Google.

As ambições do grupo Alibaba são claras: “queremos tornarmo-nos  o Android  da China”, explicou sem rodeios o director da estratégia ainda  há poucos dias. O grupo chinês pretende oferecer uma alternativa para os construtores do seu país e argumenta que o experiência utilizador prometida pelo Google, não é tão boa  na China onde os vários serviços do gigante americano são condicionados  pelo governo (a procura, as cartas e mesmo Gmail ). No entanto, Android domina o mercado chinês do smartphone (mais de 80%  de partes de mercado de acordo com a Gartner), que se tornou desde alguns meses o primeiro em volume, à frente  mesmo dos Estados Unidos.

 « Um derivado de Androide  » segundo  Google

Como o Android, o sistema de exploração, Aliyun é desenvolvido com base em software livre (núcleo Linux). Graças a um simulador  pré-instalado, este sistema operacional pode executar aplicativos do Android. É aqui que  Google vê vermelho. Assim, Google obrigou o seu parceiro Acer, o Construtor de Pc’s de Taiwan , a atrasar o lançamento na China de um smartphone a trabalhar sob  Aliyun, como  foi revelado pelo Wall Street Journal.  O  gigante de Mountain View  não gostou que este fabricante, de quem cerca de  90% dos smartphones estão actualmente a trabalhar no sistema  Android,  não lhe seja fiel. “Acer está empenhada em  construir uma única plataforma Android e a não lançar no mercado aparelhos  não-compatíveis com dispositivos Android. Andy Rubin, chefe da divisão  Android no Google  mostra-se  «surpreso ao ler a citação do director da estratégia do Alibaba, enquanto que o sistema operativo  Aliyun é, na verdade, aparentemente um derivado de Android»  sobre a sua conta da rede social Google +.

Android, um eco-sistema fechado como o da Apple?

Ironizando de passagem sobre “este grupo  que fala de abertura, mas que adere  a um ecossistema fechado… “. É evidente  que Google é aqui apanhada numa armadilha, ou seja, é  sujeita ela própria vítima das  mesmas fortes críticas que fez à Apple, uma vez que o Google tem criticado muito a Apple por esta firma ter criado um eco-sistema  fechado, o seu  iOS (iPhone, iPad)  . Qual será a continuação deste caso? Conseguirá Acer acalmar a ira do Google? A questão é tanto mais importante para o gigante americano quanto  o crescimento do Android assenta na espectativa da  explosão do mercado chinês, mas é também igualmente importante para o grupo  chinês cujo sistema operativo  só tinha sido adoptado por dois fabricantes, Haier e Beijing  Tianyu Comunication “Um derivado do Android” é o que nos  diz  Google quanto ao Android, como um sistema operativo.

Adaptado de dois  comentários  que são apresentados a este texto e creio que vale a pena neles reflectir:

E a Europa, onde está ?

Enquanto os americanos e os chineses se confrontam e se batem  pelo primeiro lugar em smartphones, o que faz  a Europa? Uma alternativa? Assim vai o velho continente no sistema defendido com unhas e dentes pelas nossas elites de Bruxelas, que só pensam na livre-concorrência mesmo que falseada, no preço mínimo e que ao mesmo tempo também  esquece que entre a concepção, a invenção na garagem,  e a produção em massa é todo o tecido industrial de todo um continente que se faz ou não se faz ou se desfaz mesmo com as deslocalizações. A Europa está fora desta luta como está fora em muitas outras. Veja-se o que se passa com a fileira fotovoltaica, Veja-se só e percebe-se bem o crime de alta traição que meticulosamente  tem sido realizado a partir das mesmas  cabeças bem pensantes e também a partir das políticas impostas por Bruxelas.  A Europa está fora desta batalha, é simples,  está calmamente a assistir  ao jogo bipolar  entre a Ásia e América.

Nokia foi o último grande fabricante que dominava toda a fileira desde a concepção de software até  mesmo à produção final do material   por comercializado. Os accionistas americanos, ainda minoritários impuseram SElop, da Microsoft, que literalmente entregou  Nokia à Microsoft (que tem acesso a toda a carteira IP da  Nokia e o controlo sobre a gama  Nokia em troca de algumas vantagens sobre a capacidade de editar WP). O novo director  colocou  Symbian ao abandono,  parou o desenvolvimento do Meego, unanimemente aclamado como o sistema operativo mais promissor  (mais de um ano depois de ter sido colocado à venda,  o N9 sob Meego ainda  se vende por cerca de 540 euros,  ou seja, isto é  do nunca visto  para um smartphone), e capaz de competir com o Android e  com iOS e apostou tudo no WP. De um actor global e abrangente que era,  a Nokia tornou-se uma divisão da Microsoft para a produção de telefones.

E é assim a política industrial na Europa dirigida pelas cabeças bem pensantes que este continente estão ferozmente a destruir. Numa salva  de prata, entregue a outros. A quem, é a pergunta que vos deixo?

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