SOLUÇÃO FINAL – por Fernando Correia da Silva

Um Café na Internet

Hitler exige uma solução final para os judeus. Himmler hesita e Hitler berra:

– Se eu posso enviar a flor do povo alemão para o inferno da guerra, também posso suprimir milhões de seres de uma raça inferior que prolifera como a vérmina.

Himmler bate os tacões e estende o braço, yawohl mein Führer! Hitler não compreendeu o porquê da hesitação. As SS já estão sobrecarregadas de trabalho e agora, ainda por cima, têm que desinfestar os milhões de baratas que há no mundo…

Himmler começa por mandar arrasar o ghetto de Varsóvia, primeira desinfecção. Depois responsabiliza Eichmann pela solução final. O programa arranca ainda em 1942. Campos de concentração, Treblinka, Maidanek, Dachau, Neuengamme, Mauthausen, Ravensbruck, Buchenwald, Auschwitz e mais 900 campos secundários. Os prisioneiros mais vigorosos são apartados. Os outros, os doentes, os débeis, as mulheres, as crianças e os velhos, seguem directamente para as câmaras de gás. Em Auschwitz é possível gasear em meia-hora um lote de 2000 judeus e repetir a operação quatro vezes ao dia. E apenas quatro vezes porque é muito demorado quer o transporte de 2000 cadáveres para o crematório, quer a sua redução a cinzas. Aos prisioneiros apartados, aos vigorosos, é-lhes sugada toda a força de trabalho. De alimentação recebem 600 a 700 calorias por dia. Caiem prostrados e são logo encaminhados para o crematório. A chaminé, a fumaça permanente, as cinzas a cair, o pivete nauseante…

Até 1945 são exterminados 6 milhões de judeus.

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