EDITORIAL – QUARTA-FEIRA NEGRA

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Quarta-feira, dia 5 de Dezembro de 2012, um dia de triste memória.

Na madrugada de quinta-feira, sabe-se que morrera Oscar Niemeyer, figura cimeira da arquitectura mundial – tinha 104 anos e faria 105 no próximo dia 15. Horas depois, soube-se que, também no dia 5, uma pneumonia ceifara Joaquim Benite aos 69 anos. Um homem de teatro com uma obra notável. Soube-se, já para a noite de quinta-feira que Papiniano Carlos, um escritor ligado ao movimento neo-realista, falecera no dia 5, com 94 anos. O pianista de jazz norte-americano Dave Brubeck morreu  na quarta-feira, dia 5 ,aos 91 anos de idade. Completaria 92 anos no dia 6.. O músico conheceu o sucesso mundial nos anos 50 graças à música ‘Take Five’, que faz parte.

Todos os dias morrem pessoas. Todos os dias nascem pessoas. A morte faz parte da lei da vida. Mas não é vulgar apagarem-se no mesmo dia tantas chamas luminosas. Sem Niemeyer, sem Benite, sem Papiniano, sem Brubeck, este mundo onde impera a injustiça; onde a desonestidade e a cupidez, podem ter nomes como competitividade e ambição, assertividade ou espírito empreendedor, fica mais sombrio.

Excluindo Benite, que seria natural e justo (se nestas coisas houvesse justiça) viver mais uns anos,  os outros eram homens muito idosos e que viveram as suas longas vidas com plenitude, coragem, e inteligência. Não temos que os lamentar. Temos é de nos lamentar, nós que ficámos mais pobres agora que eles já não estão entre nós.

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