Selecção e tradução por Júlio Marques Mota
A verdadeira crise da zona euro é muito mais do que a crise da dívida
Matthew Boesler
(CONTINUAÇÃO)
The REAL Eurozone Crisis Is About Much More Than Debt
11/26
O primeiro pilar do novo plano mestre para o euro é a União bancária, o que eleva a regulação do sistema do sistema financeiro para o nível supranacional.
Bloomberg, Business Insider
Como mostra o gráfico, o termo “União bancária” explodiu publicamente no segundo semestre de 2012. Agora, e correctamente, trata-se de uma iniciativa fundamental de consolidação que se está querer alcançar pelos dirigentes europeus.
Naturalmente, dada a natureza da moeda única e a actual fragmentação dos sistemas bancários em toda a Europa, a União bancária é apontada pelos líderes europeus, economistas e mercados tanto como uma necessidade para garantir o futuro bem-estar económico da Europa.
Van Rompuy no seu plano mestre pretende a criação de uma União bancária a um quadro de sindicato bancário ASAP: supervisão integrada é essencial para assegurar a aplicação eficaz das regras prudenciais, risco prevenção controle e crise em toda a UE. A arquitetura atual deve evoluir o mais rapidamente possível para um único sistema banking europeu de supervisão com um nível Europeu e um nível nacional. A nível europeu teria responsabilidade final.
A supervisão integrada é essencial para se assegurar a aplicação eficaz das regras prudenciais, controlo de risco e prevenção das crises em toda a UE. A arquitectura actual deve evoluir o mais rapidamente possível para um único sistema europeu de supervisão bancária com um nível nacional e europeu .
A nível europeu ter-se-ia a responsabilidade final. Um tal sistema teria como função garantir que a supervisão dos bancos em todos os Estados-Membros seja igualmente eficaz e para assim reduzir a probabilidade de falências na banca e de evitar a necessidade de intervenção por garantias conjuntas de depósitos ou de fundos de resolução.
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The REAL Eurozone Crisis Is About Much More Than Debt
12/26
O segundo pilar é o da União Orçamental que relega a soberania sobre questões dos orçamentos nacionais para a EU.
O Primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy
flickr / Partido Popular de Cantabria
Já existe um acordo que define os parâmetros para os orçamentos dos Estados Membros da zona euro.
O Pacto de Estabilidade e de Crescimento, ratificado em 1997, estipula que o ratio da dívida relativamente ao PIB dos países-membros deve ser mantido abaixo de 60 por cento e o défice orçamental total relativamente ao PIB não deve exceder os 3%. Estas regras foram amplamente violadas pelos Estados-Membros, incluindo a própria Alemanha e a França.
No entanto, o controle crescente de instituições supranacionais como a UE, o BCE e o FMI sobre os orçamentos nacionais está-se a manifestar em países com programa de apoio como na Grécia, Espanha, Portugal e Irlanda onde, a fim de garantir a ajuda de resgate, os governos têm cedido a sua soberania sobre decisões fiscais.
Agora, sobretudo ao nível do pipeline , incluindo propostas para um orçamento “centralizado” e para “contratos de vinculação” na zona euro, os Estados em dificuldade aceitam programas de austeridade em troca de auxílio financeiro.
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The REAL Eurozone Crisis Is About Much More Than Debt
13/26
O terceiro pilar, União Económica, garante que a UE tem mais a dizer em termos de harmonização de reformas estruturais, perseguidas pelos Estados-Membros
YouTube/Siemens
O conceito de competitividade está no cerne dos problemas na economia da zona do euro. Países como a Alemanha, com os mais baixos custos unitários de trabalho, podem produzir bens de forma mais eficiente do que seus vizinhos na periferia da zona euro.
As instituições supranacionais da zona euro, sem terem nenhuma dúvida a esse respeito, sentem que são mais capazes de solucionar esta questão e consideram que lhes devem ser conferidas as competências necessárias para que o possam fazer e que esta transferência deve ser feita o mais rapidamente possível .
Um trecho do relatório em Van Rompuy sobre a União Económica:
Isto é essencial para o bom funcionamento da UEM e é uma contrapartida essencial para as estruturas financeiras e orçamentais.
É importante, partindo dos princípios enunciados no semestre europeu e no Pacto para o Euro Plus, fazer a base de trabalho para a coordenação das políticas mais exequíveis para se assegurar que políticas insustentáveis não coloquem a estabilidade na UEM em risco. Esse quadro seria particularmente importante para orientar as políticas em áreas como a mobilidade do trabalho e na coordenação fiscal.
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