RETRATOS, IMAGENS, SÍNTESE DOS EFEITOS DA CRISE DA ZONA EURO SOBRE CADA PAÍS

Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

Europa - II

 

A verdadeira crise da zona euro é muito mais do que a crise da dívida

Matthew Boesler

(CONTINUAÇÃO)
The REAL Eurozone Crisis Is About Much More Than Debt

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O primeiro pilar do novo plano mestre para o euro é a União bancária, o que eleva a regulação do sistema  do sistema financeiro para o nível supranacional.

maisdoqueeuro - XI

Bloomberg, Business Insider

Como mostra o gráfico, o termo “União bancária” explodiu publicamente  no segundo semestre de 2012. Agora, e correctamente,  trata-se de uma iniciativa fundamental de  consolidação que se está querer alcançar pelos dirigentes  europeus.

Naturalmente, dada a natureza da moeda única e a actual fragmentação dos sistemas bancários em toda a Europa, a União bancária é apontada pelos líderes europeus, economistas e mercados tanto como uma necessidade para garantir o futuro bem-estar económico da Europa.

Van Rompuy  no seu plano mestre pretende a criação de uma União bancária  a um quadro de sindicato bancário ASAP: supervisão integrada é essencial para assegurar a aplicação eficaz das regras prudenciais, risco prevenção controle e crise em toda a UE. A arquitetura atual deve evoluir o mais rapidamente possível para um único sistema banking europeu de supervisão com um nível Europeu e um nível nacional. A nível europeu teria responsabilidade final.

A supervisão integrada é essencial para se assegurar a aplicação eficaz das regras prudenciais, controlo de risco e prevenção das crises em toda a UE. A arquitectura actual deve evoluir o mais rapidamente possível para um único sistema europeu de supervisão bancária  com um nível nacional e europeu .

 A nível europeu ter-se-ia a responsabilidade final.  Um tal  sistema  teria como função  garantir que a supervisão dos bancos em todos os Estados-Membros seja  igualmente eficaz e para assim reduzir a probabilidade de falências na banca  e de evitar  a necessidade de intervenção por garantias conjuntas  de depósitos ou de fundos de resolução.

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The REAL Eurozone Crisis Is About Much More Than Debt

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O segundo pilar é o  da União Orçamental  que relega a soberania sobre questões dos orçamentos nacionais para a EU.

maisdoqueeuro - XII

O Primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy
flickr / Partido Popular de Cantabria

Já existe um acordo  que define  os parâmetros para os orçamentos dos Estados Membros da zona euro.

O Pacto de Estabilidade e de Crescimento, ratificado em 1997, estipula que o ratio da dívida relativamente ao PIB dos países-membros deve ser mantido abaixo de 60 por cento e o défice orçamental total relativamente   ao PIB   não  deve exceder  os 3%. Estas regras foram amplamente violadas pelos Estados-Membros, incluindo a própria  Alemanha e a França.

 No entanto, o controle crescente de instituições supranacionais como a UE, o BCE e o FMI sobre  os orçamentos nacionais está-se a  manifestar  em países com  programa de apoio como na  Grécia, Espanha, Portugal e Irlanda  onde, a fim de garantir a ajuda de resgate, os governos têm cedido a sua  soberania sobre decisões fiscais.

Agora, sobretudo ao  nível do pipeline , incluindo propostas para um orçamento “centralizado” e  para “contratos de vinculação”  na zona euro,  os Estados  em dificuldade aceitam  programas de austeridade em troca de auxílio financeiro.

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The REAL Eurozone Crisis Is About Much More Than Debt

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O terceiro pilar, União Económica, garante que a UE tem mais a dizer em termos de harmonização de  reformas estruturais, perseguidas pelos Estados-Membros

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YouTube/Siemens

O conceito de competitividade está no cerne dos problemas na economia da zona do euro. Países como a Alemanha, com os mais baixos  custos unitários de  trabalho, podem produzir bens  de forma mais eficiente   do que seus vizinhos na periferia da zona euro.

As instituições supranacionais da zona  euro, sem terem nenhuma dúvida a esse respeito, sentem  que são mais capazes de solucionar esta questão e consideram que lhes devem ser conferidas as competências necessárias para que o possam fazer e que esta transferência deve ser feita o mais rapidamente possível .

Um trecho do relatório em Van Rompuy  sobre a União Económica:

Isto é essencial para o bom funcionamento da UEM e é uma contrapartida essencial para as estruturas financeiras e orçamentais.

É importante, partindo dos princípios enunciados no semestre europeu e no Pacto para o Euro Plus, fazer a base de trabalho para a coordenação das políticas mais exequíveis para se assegurar  que  políticas insustentáveis não coloquem a estabilidade na UEM em risco. Esse quadro seria particularmente importante para orientar as políticas em áreas como a mobilidade  do trabalho e  na  coordenação fiscal.

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(continua)

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