RETRATOS, IMAGENS, SÍNTESE DOS EFEITOS DA CRISE DA ZONA EURO SOBRE CADA PAÍS

Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

Europa - II

A verdadeira crise da zona euro é muito mais do que a crise da dívida

Matthew Boesler

(CONTINUAÇÃO)

The REAL Eurozone Crisis Is About Much More Than Debt

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Então, haverá uma União política – uma homenagem à democracia

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Platão, filósofo da Grécia Antiga
Flickr

O quarto pilar – “União política” – é logicamente o mais dificilmente realizável  dos  quatro conceitos apresentados na grande perspectiva  de Van Rompuy para o futuro do euro.

Aqui está a descrição completa que é apresenta no relatório quanto ao  quarto pilar:

As decisões sobre os orçamentos nacionais estão e são o centro das democracias parlamentares europeias. Mover-nos para uma  campo de tomada de decisões  de ordem fiscal, orçamental e  económica de uma forma mais integrada entre os países, exigirá, portanto, mecanismos  mais fortes para legitimar e responsabilizar as tomadas de decisão conjuntas estabelecidas.  Construir uma estrutura de apoio  público para as decisões de toda a Europa,  no seu conjunto, e em  que estas decisões tenham  impacto de longo alcance sobre a vida quotidiana dos cidadãos é uma tarefa essencial.

Um claro envolvimento do Parlamento Europeu e dos parlamentos nacionais será central, no quadro de um  respeito do método comunitário. Protocolo 1 ao TFUE sobre o papel dos parlamentos nacionais na  UE oferece um quadro apropriado  para a cooperação interparlamentar

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The REAL Eurozone Crisis Is About Much More Than Debt

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 E toda essa transferência de poder para o centro é urgente

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Ralph Orlowski / Getty Images

O destino do euro está em jogo, de acordo com os dirigentes europeus. Mario Draghi finalmente acalmou a agitação dos mercados europeus no final de Julho, quando declarou que o BCE faria “tudo o que é preciso” para salvar o euro.

Esta abordagem é bastante previsível, segundo Enzensberger, que escreve:

Chegada a sua hora de necessidade o Conselho Europeu  volta atrás  numa só  frase que os governos nacionais também valorizam. “Não há nenhuma alternativa para a decisão que estamos  a tomar” .

Os porta-vozes em Bruxelas… aparecem  com uma estratégia que é suposto para eles ser capaz de  os imunizar contra todas as críticas. Quem está contra os seus planos e os contradiz é  então acusado de ser anti-europeu…Um político alemão que tentasse  conseguir o máximo dos seus oponentes e que lhes dissesse  que o seu  comportamento era antigermânico iria tornar-se ridículo.

Um primeiro-ministro do Luxemburgo pode, evidentemente, permitir-se  a essa posição ao  acusar a chanceler de um vizinho país de uma abordagem ‘anti-europeia’,  se   ele não gosta das suas tomadas de posição, das suas decisões; e ainda não há muito tempo que José Manuel Barroso, Presidente da Comissão, afirmou que os  países membros que se opunham  aos  seus planos ‘não estavam a agir  no quadro de um espírito europeu’… É difícil acreditar, porém, que uma alta-autoridade não eleita deva  ser  ela a pessoa a encarnar o espírito europeu. É uma ideia bastante abstrusa que   sejam os funcionários da União  a decidirem r quem é que deve ser considerado um bom Europeu e quem é que o não é.

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Entretanto, o descontentamento popular é uma realidade corrente  nas ruas de Atenas, na Grécia

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Manifestantes gregos protestam contra a visita da Chanceler  alemã

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