DEZEMBRO TRÁGICO: MORRERAM LÊDO IVO E PAULO ROCHA

Todos os dias, todos os meses morrem muitas pessoas. Outras nascem – é a lei da vida. Porém, este Dezembro foi particularmente cruel para a comunidade da cultura lusófona, senão vejamos: no dia 2, morreu com 85 anos o poeta brasileiro Décio Pignatari, um dos nomes cimeiros do Concretismo, movimento estético que criou com Augusto e Haroldo de Campos – juntos, publicaram as revistas Noigandres e Invenção. Em 1965,  publicou a Teoria da Poesia Concreta; no dia 5, morreu o grande arquitecto brasileiro Oscar Niemeyer, com 104 anos,  Joaquim Benite, homem de teatro português, com 69 anos, e, com 94 anos, Papiniano Carlos, escritor português.  Sobre estes três vultos, publicámos jáa textos específicos. Dia 23, morreu com 88 anos, Lêdo Ivo, escritor brasileiro, membro da Academia Brasileira de letras e autor de obras como Ninho de Cobras, A Noite Misteriosa, As Alianças, Ode ao Crepúsculo, A Ética da Aventura ou Confissões de um Poeta. Ontem, dia 29, morreu Paulo Rocha, realizador cinematográfico português. Tinha 77 anos. Na sua filmografia, destacam-se Os Verdes Anos, Mudar de Vida,  A Ilha dos Amores.

Como oportunamente dissemos, não lamentamos os que partiram – de uma forma geral, viveram vidas relativamente longas, realizaram sonhos, ergueram obras importantes… Com as suas mortes, no entanto, ficámos mais pobres. Não os esqueceremos.

 

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