Que esconde a nomeação de Vittorio Grilli pelo Presidente do Conselho italiano Mario Monti ? Por François Asselineau.
Selecção, tradução e nota de leitura, por Júlio Marques Mota
Que esconde a nomeação de Vittorio Grilli pelo Presidente do Conselho italiano Mario Monti ?
O Presidente do Conselho Italiano, que nunca foi sujeito a eleições acaba de oferecer a Vittorio Grilli, também nunca eleito por ninguém, a sua posição como ministro das Finanças.
Será mais um passe em frente organizado pela máfia europeísta ? Ou até mesmo um início de retirada de Mario Monti antes do desastre que tem estado a geminar?
Em Novembro passado, a oligarquia euro-atlantista, e mais particularmente a Comissão Europeia e o Goldman Sachs, tinham decidido expulsar Silvio Berlusconi como um homem que não estava à altura do cargo de chefe do Governo italiano.
“Lembremos: Berlusconi foi expulso por ter arrastado a aplicação das reformas indispensáveis”
Esta demissão tinha sido decidida não por causa dos muitos escândalos financeiros e de costumes que envolviam aquele a quem a imprensa italiana chamava “Il Cavaliere”. Não, a decisão de o derrubar tinha sido decidida porque Berlusconi foi arrastando os pés para implementar o programa de “reformas” que o Senhor Trichet (Presidente do BCE no momento) e Draghi (designado seu sucessor) tinham inventado no segredo dos seus gabinetes e de que eles lhe deram conhecimento sem outras formas processuais por carta datada de 5 de Agosto de 2011.
Esta carta também fixava de forma muito muito precisa o que que deve ser a acção do Governo italiano, em matéria de destruição dos direitos adquiridos, em matéria de destruição das conquistas sociais e da venda do património público italiano, a favor dos bancos e de outros fundos de investimento.
O tom e o conteúdo desta carta eram dificilmente pensáveis se considerarmos que foi assinada por dois tecnocratas sem qualquer legitimidade democrática que nunca, mas nunca mesmo, se submeteram ao sufrágio universal e além disso completamente desconhecidos para os eleitores italianos. O escândalo foi tal com o conteúdo desta carta conhecido por fuga de informação e que foi colocada na imprensa no final de Setembro, certamente por instigação de Silvio Berlusconi, furioso para ser tratado como um empregado doméstico.
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Este apelo implícito de Berlusconi ao apoio da opinião pública reflecte um tal desagrado e uma tal má vontade em se submeter à ditadura da máfia euro-atlantista que esta última decidiu imediatamente pela sua queda.
Nas semanas que se seguiram, foi assim desencadeada uma verdadeira conspiração para expulsar o controverso e extravagante chefe do governo/empresário e substitui-lo por um dos principais membros da oligarquia euro-atlantista, Mario Monti. Antigo Comissário Europeu e antigo responsável de Goldman Sachs, Mario Monti era verdadeiramente um desconhecido para o público em geral, e nunca tinha sido sujeito a eleições tal como Trichet e Draghi também não.



