REFLEXÕES SOBRE A MORTE DA ZONA EURO, SOBRE OS CAMINHOS SEGUIDOS NA EUROPA A CAMINHO DOS ANOS 1930

Que esconde a nomeação de Vittorio Grilli pelo Presidente do Conselho italiano Mario Monti ? Por François Asselineau.

Selecção, tradução e nota de leitura, por Júlio Marques Mota

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Que esconde a nomeação de Vittorio Grilli pelo Presidente do Conselho italiano Mario Monti ?

O Presidente do Conselho Italiano, que nunca foi  sujeito a eleições acaba de oferecer a  Vittorio Grilli, também nunca eleito por ninguém, a sua posição como ministro das Finanças.

Será mais um passe em frente organizado pela máfia europeísta ? Ou até mesmo  um início de retirada de Mario Monti antes do desastre que tem estado a geminar?

Vittorio Grilli

Em Novembro passado, a oligarquia euro-atlantista, e mais particularmente a Comissão Europeia e o Goldman Sachs, tinham  decidido expulsar  Silvio Berlusconi como um homem que não estava à altura do cargo   de chefe do Governo italiano.

“Lembremos: Berlusconi foi expulso por ter arrastado a aplicação das reformas indispensáveis”

Esta demissão  tinha sido decidida não por causa dos muitos escândalos financeiros e de costumes que envolviam aquele  a quem  a imprensa italiana  chamava  “Il Cavaliere”. Não,  a decisão de o derrubar  tinha sido decidida  porque Berlusconi foi arrastando os pés para implementar o programa de “reformas” que o Senhor Trichet (Presidente do BCE no momento) e Draghi (designado seu sucessor) tinham  inventado no segredo dos  seus gabinetes  e de que eles lhe deram conhecimento sem outras formas processuais  por carta datada de 5 de Agosto de 2011.

Esta carta também fixava de forma muito muito precisa  o que que deve ser a acção do Governo italiano, em matéria de destruição dos direitos adquiridos, em matéria de destruição das conquistas sociais e da venda  do  património público italiano, a  favor dos  bancos e de  outros fundos de investimento.

O tom e o conteúdo desta carta eram  dificilmente pensáveis  se considerarmos  que foi  assinada por dois tecnocratas sem qualquer legitimidade democrática que nunca, mas nunca mesmo, se submeteram   ao  sufrágio universal e além disso completamente desconhecidos para os eleitores italianos. O escândalo foi tal com o conteúdo desta carta  conhecido por fuga de informação e que foi colocada na imprensa no final de Setembro, certamente por instigação de Silvio Berlusconi, furioso para ser tratado como um empregado doméstico.

Trichet

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Este apelo implícito  de Berlusconi ao  apoio da opinião pública reflecte um tal desagrado e uma tal má vontade em se submeter  à ditadura da máfia euro-atlantista  que  esta última decidiu imediatamente pela sua queda.

Nas semanas que se seguiram, foi assim desencadeada  uma verdadeira conspiração  para expulsar o controverso  e extravagante chefe do  governo/empresário e substitui-lo  por  um dos principais membros da oligarquia euro-atlantista, Mario Monti. Antigo  Comissário Europeu e antigo responsável de Goldman Sachs, Mario Monti  era verdadeiramente um desconhecido para o público em geral, e nunca tinha sido sujeito a eleições  tal como  Trichet e Draghi também não.

(continua)

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