Podem as crianças com deficiência auditiva fazer parte de um coro? Pois podem!.
O Coro Mãos Brancas, criado em 1999, faz parte do Programa de Educação Especial do Sistema de Orquestras Sinfónicas da Venezuela, para as pessoas com deficiências, com o objectivo de as integrar na sociedade através da música. Deste Programa fazem parte 700 crianças, sendo assim ajudadas a expressar-se através da música.
Baseia-se principalmente na expressão oral, corporal e instrumental, o objectivo é integra-las nas mais diversas orquestras sinfónicas, com total autonomia. Inclui também crianças sem estas características, potenciando a partilha e aprendizagem da inclusão e o respeito em sociedade.
Este Coro está dividido em duas áreas: a gestual (crianças e jovens com deficiência auditiva – com luvas brancas ou coloridas) e a oral (crianças e jovens com deficiências visuais, cognitivas, motoras, com dificuldade de aprendizagem, autistas e também crianças e jovens completamente saudáveis).
No seu país de origem, a Venezuela, existem 12 Coros Mãos Brancas que já actuaram na Suíça, França, Espanha e Alemanha e tiveram o reconhecimento internacional e ao mais alto nível. Por exemplo, o maestro Simón Ratle, director da Filarmónica de Berlim, o direcor Cláudio Abbado do Cuarteto de Cordas da Filarmónica de Berlim, o Presidente do Museu de Beethoven na Alemanha, o diretcor do Conservatório de New England em Boston, o maestro japonês Shoji Sato, Gustavo Dudamel o director da Orquestra Sinfónica Simón Bolivar da Venezuela, a directora da Orquestra Sinfónica do Equador, o director dos Meninos Cantores de Viena, a soprano italiana Mirella Freni.
A ONU declarou este Coro em Junho de 2009, Artistas e Embaixadores da UNESCO pela paz.
O prémio Nonino, criado em 1975 pela famosa destilaria italiana Nonino, premeia todos os anos personalidades, agrupamentos, etc., que considera excepcionais e que contribuem para melhorar o nosso mundo. Em 2010, foi a vez de contemplar o Coro de Luvas Brancas.
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