FERNANDO PESSOA E OS OBJECTOS

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Fernando Pessoa constiui uma marca portuguesa de uma grande importãncia. Importância que não é só de natureza cultural,  ganhando expressão a nível económico. Um figura como Pessoa, gera inevitavelmente mitos. Objectos de uso diário, móveis, máquinas de escrever, coisas que o poeta tenha usado, assumem a categoria deImagem2 objectos de culto.

No dia 22 de Maio de 2011, a secretária e a máquina de escrever que Fernando Pessoa utilizou num dos seus empregos foram vendidas num leilão, em Lisboa, por um valor global de 94.751 mil euros. O valor de licitação da secretária em mogno, com tampo de esteira, quatro gavetas de cada um dos lados, o interior forrado a pele verde e com diversos compartimentos, oscilava entre os 10 mil e os 20 mil euros, enquanto o da máquina de escrever, da marca Royal, se situava entre os três e os cinco mil euros.

A secretária atingiu um valor final de 68.701 mil euros e a máquina de escrever foi vendida por 26.059 euros.

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Na base desta licitação, está um livro.

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Foi José Paulo Cavalcanti Filho, autor de ‘Fernando Pessoa – Uma quase autobiografia’, que comprou as duas peças utilizadas por Fernando Pessoa quando trabalhou na Sociedade Portuguesa de Explosivos, situada no Largo do Corpo Santo, n.º28, na esquina com a Rua do Arsenal, em Lisboa, mas que não faziam parte do seu espólio.

O livro ‘Fernando Pessoa – Uma quase autobiografia’, do autor brasileiro José Paulo Cavalcanti Filho, foi lançado em Abril, em Portugal, pela Porto Editora. .O autor, ex-ministro da Justiça do Brasil e actual consultor da UNESCO, recebeu nesse mês o Prémio da Bienal do Livro de Brasília na categoria de biografia.

Mas Fernando Pessoa teve muitas outras secretárias, cadeiras, máquinas de escrver – deixamos uma lista dos escritórios onde trabalhou. Pistas para os coleccionadores…

Rua da Prata. No n.º 267-1.º Dtº. Aqui foi correspondente no escritório Lavado, Pinto & C.ª Lda., entre 1913 e 1915. No 1.º andar do n.º 71 existiam os escritórios da joalharia Moitinho, onde FP trabalhou de 1924 a 1935.

Rua de São Julião. No n.º 101 existia a firma Xavier Pinto & C.ª, FP recebeu a notícia do suicídio de Mário de Sá carneiro, em 1916. No 3.º andar do n.º 41 da mesma rua, FP dirigiu outra firma de representações, entre 1917 e 1919. Também no 1.º andar do n.º 52 da Rua de São Julião, FP possuiu outro escritório pessoal, na década de 20.

Rua do Ouro, n.º 87-2.º. Aí existiu, entre 1917 e 1918, a firma de “comissões e consignações” de Fernando Pessoa, Geraldo Coelho e Augusto Ferreira Gomes.

Rua dos Fanqueiros, n.º 44-1.º Aqui, nos escritórios da firma Palhares, Almeida & Silva, Lda. FP escreveu alguns excertos do Livro do Desassossego.

Rua da Victória, n.º 53-2.º Esq. Durante a década de 20, FP frequentava os escritórios de Frederico Ferreira & Ávila, Ld.ª

Rua da Assunção. No 2.º andar do número 42, era a sede da firma Félix, Valladas & Freitas, Ld.ª, onde o poeta e Ophélia Queiroz se conheceram, em 1919. No 2.º andar do n.º 58 existiu a sede da editora Olisipo, dirigida por Fernando Pessoa e seu primo Mário Nogueira de Freitas, entre 1920 e 1923, e onde publicou os seus English Poems I e II e English PoemsIII.

Rua da Madalena, nº 109, onde existiu a primeira sede da Casa Serras.

Rua da Betesga, à Praça da Figueira. No 3.º andar do número 75, existia a firma Lima Mayer & Perfeito de Magalhães.

Rua de S. Paulo, n.º 117. Neste edifício funcionavam os escritórios da firma Toscano & Cruz, Lda., onde FP foi correspondente a partir de 1920.

Rua Augusta, n.º 228-1.º. Entre 1934 e 1935, FP trabalhou nesta morada, na Casa Serras (E. Dias Serras, Lda., Importação – Representações).

Campo das Cebolas, n.º 43-1º. No escritório de A. Xavier Pinto & C.ª Fernando pessoa recebeu, entre 1915 e 1917, grande parte da sua correspondência pessoal.

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