ANCORO – por Fernando Correia da Silva

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    Porque sou um argonauta

    eu avisto vida lauta:

    um povo, por natureza,

    inclinado à gentileza;

    todos são donos de tudo

    porque todos fazem tudo

    para todos. Mais distingo

    ser ali sempre domingo.

    É festa continuada,

    irmandade partilhada

    entre homens e mulheres,

    bem-te-quero, bem-me-queres,

    sejam quais as gerações.

    Desigual doutras nações

    onde fica ou ficará?

    Ali, além, acolá…

    Ancoro, ali me finco,

    em Abril, no 25 !

Ilustração: Quadro de Adão Cruz


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