NOVO PROGRAMA NACIONAL DE SAÚDE INFANTIL E JUVENIL por clara castilho

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No dia 1 de Junho, a Direcção‐Geral da Saúde apresentou o novo “Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil”, com destaque para o lançamento do novo Boletim de Saúde Infantil e Juvenil. O Programa entrou em vigor a partir de 3 de Junho, estando já em funcionamento o seu projecto‐piloto.

Indicava-se a DGS:

Os indicadores da mortalidade infantil em Portugal, entre outros, situamse entre os

melhores a nível mundial, pesem embora as desigualdades em saúde que subsistem, quando considerados diferentes grupos sociais.

O Programa Nacional de Vacinação, criado em 1965, e o Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil (PNSIJ), criado em 1992, contribuíram de forma decisiva para estes resultados, a par de melhorias sócio económicas em geral.

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Ao longo destes 21 anos, o PNSIJ tem sido objecto de actualizações periódicas, em função da evolução científica e da necessidade de desenvolver respostas mais adequadas a velhos e novos desafios que se colocam num mundo global e em constante mudança.

Do novo Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil constam, de forma sintética, as principais linhas orientadoras de avaliação, monitorização e intervenção, que as equipas de profissionais devem observar no âmbito da promoção, prevenção, protecção e provisão de cuidados de saúde às crianças e aos adolescentes.

As principais inovações do PNSIJ em 2013 são:

Alteração na cronologia referente à idadechave do plano de vigilância da Consulta de

Saúde Infantil e Juvenil e aumento do número de consultas de 17 para 18;

Adopção de novas curvaspadrão de crescimento preconizadas pela Organização Mundial da Saúde, mais consentâneas com as características da população portuguesa;

Reforço significativo da importância das questões relacionadas com o desenvolvimento infantil, com as perturbações emocionais e do comportamento e com os maus tratos;

‐ Divulgação generalizada de informação relevante em matéria de saúde infantil e juvenil;

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Criação de um único sistema de registo informático de apoio à prática clínica médica e de enfermagem, permitindo a complementaridade nas intervenções, rentabilização de recursos humanos e evita a duplicação de registos de dois sistemas isolados;

Criação do eBoletim, que é versão digital do BSIJ, que vem permitir a mães, pais ou outros cuidadores de crianças nascidas a partir de Junho de 2013, optarem por esta alternativa em vez do tradicional modelo em suporte de papel.

O uso do eBoletim apresenta diversas vantagens. É de fácil utilização e permite o acesso simplificado à informação. A sua disponibilização na rede de internet inclui a utilização de sistemas inteligentes e automáticos de alerta, que permitem transmitir informações importantes quer aos utentes, quer aos profissionais, sobre marcações de consultas, reforço de vacinas, realização de exames clínicos, etc.

Por exemplo, no caso de um bebé de meses, os pais serão avisados por email sempre que estiver programada uma consulta e no período entre consultas receberão informação de saúde respeitante à etapa de desenvolvimento do seu filho.

Com o objectivo de familiarizar os profissionais de todo o País com as alterações

introduzidas, têmse realizado sessões de informação e de formação de modo a facilitar a implementação nacional do PSNIJ 2013, quer a nível dos cuidados primários, quer a nível Hospitalar.

A entrada em vigor dos boletins de Saúde Infantil e Juvenil em versão papel e do eBoletim será gradual, prevendose a sua conclusão até ao final de 2013 a nível dos Cuidados Primários e em 2014 na vertente Hospitalar.

 Concordemos ou não com este Programa, é o que nos orienta agora e temos todo o interesse em conhecê-lo. Entrando no site da Direcção Geral de Saúde (ww.dgs.pt) tem-se acesso a todo o Programa em pdf. Voltaremos ao assunto, desenvolvendo e comentando algumas partes.

 

 

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