A ILHA DOS NÁUFRAGOS, de Louis Even –12 – Fábula que permite compreender o mistério do dinheiro

 12. Crise económica

Entretanto, a situação piora na Ilha dos Náufragos. Imagem2

Nota-se um esforço para o aumento da produtividade, mas verifica-se um decréscimo na venda dos produtos. Martinho cobra regularmente os juros- É preciso pensar em pôr dínheiro de. lado para ele. O dinheiro, consequentemente, circula mal. Aqueles que pagam impostos mais elevados,queixam-se dos que pagam menos, e em compensação aumentam o preço dos seus produtos. Os mais pobres, os que não pagam impostos, queixam-se por seu turno da carestia da vida e compram menos. O moral baixa e a alegria de viver abandona-os. Trabalha-se sem convicção. O quê de bom? Os produtos vendem-se mal; e quando eles se vendem é preciso, pagar o imposto a Martinho. Os cinco náufragos passam privações. É a crise. E cada um deles acusa o  vizinho de falta de honestidade e de ser a causa do elevado custo de vida. Um dia a sós no meio do seu pomar, Henrique concluiu, que o “progresso” trazido pelo sistema monetário do banqueiro estragou tudo o que era bom na ilha. Sem dúvida que os cinco homens terão os seus defeitos; mas o sistema de Martinho alimenta tudo o que há de mais ignóbil na natureza humana. Henrique decide convocar os seus companheiros para uma reuniâo. A qual depressa se faz. Começa por Tiago: “Ah! diz Tiago, eu não sou sábio. mas ja há muito tempo que sinto, que o sistema deste banqueiro, é mais nojento que a bosta no meu estábulo, na Primaveral!”

Aplaudindo todos as intervenções de cada um eles, uma nova entrevista com Martinho fica decidida.

Amanhã – Em casa do autor do cativeiro

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