EDITORIAL: CAVACO ENTRE AS CAGARRAS

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Deu brado esta semana a visita de Cavaco Silva às Selvagens. O nosso presidente, eleito pela maioria dos nossos votos, talvez cansado de ouvir dizer que a sua actuação tem sido escassa, que devia ser mais proactivo, que o regime vigente em Portugal  poderia tender para um semipresidencialismo, etc. , resolveu deixar os partidos, os do arco da governação, claro, os que contam realmente, os que se curvam à troika, à Merkel, enfim os bons alunos, a entenderem-se entre si , e foi até às Selvagens.

Para alguns, em boa hora. É muito mais agradável abrir a televisão, e em vez de levar com o Passos, o Gaspar (agora é a Maria Luís, desculpem) ou o Portas, o Mota ou o Pires a fazerem-nos o funeral, ou o Seguro a prometer-nos um grande futuro (estaremos ainda cá para ver, e para levar com ele), levar com o espectáculo de ver Cavaco a pôr uma anilha num passaroco. É muito mais simpático. Esperemos é que daqui a dias, os súbditos bourbónicos não venham para aí dizer que as Selvagens são deles, que ficam mais perto de Las Palmas do que do Funchal, e outras tretas que se arranjam nestas ocasiões. Até porque o Rajoy precisa de uma questão assim para os distrair do caso dos dinheirinhos que ele diz que não recebeu.

Para outros, não foi em boa hora. Que o senhor devia ter ficado aí a vigiar as discussões. A controlar os partidos. A dirigir as negociações. Pronto, são opiniões. Que eles nos andam a tramar a vida, é um facto. Agora que com o Cavaco ao pé deles fizessem melhor, é que é duvidoso. Aliás, vamos ver logo à noite. Claro, ele há sempre opiniões para tudo. Agora, aparecer quem convença o Cavaco a decretar eleições já, é que está mais difícil.

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