INTEGRALISMO – por Fernando Correia da Silva

Um Café na Internet

logótipo um café na internet

O Nordeste brasileiro é região que te acabrunha: poucos são donos de tudo, muitos são donos de nada. Tentas opor-te à discrepância. Em 1931 organizas a Legião Cearense do Trabalho e em 1933 a Sindicalização Operária Feminina Católica. Mas isso não basta para deter os vampiros em revoada. Saudando de braço direito estendido e envergando todos camisa da mesma cor, o povo apelida-os de galinhas verdes. São os militantes da Ação Integralista Brasileira (AIB), dirigida pelo escritor Plínio Salgado. Mas tu, Hélder Câmara, nunca embarcaste em galhofas. Naqueles militantes, para além da disciplina, o que te impressiona é o fervor com que defendem DEUS, PÁTRIA e FAMÍLIA. Por isso, em 1932 aderes à AIB.  Porém, passado pouco tempo, receias estar a pisar areias movediças. Chegas mesmo a dizer:

– Se  algum dia o Integralismo assumir um rumo inaceitável, eu pulo fora.

E em 1936 pulas mesmo fora porque o Integralismo tenta repetir no Brasil a violência do fascismo italiano. Ó Arcebispo, ó D. Helder Câmara: agora  até já dizes que o Integralismo foi o teu “pecado da juventude”…

1 Comment

  1. D.Helder pulou fora porque sua alma já se alinhava avant la lettre com a Teologia da Libertação. Esperemos que o Papa Francisco, de agora, o saiba honrar e a todos que fazem a “opção preferencial” pelos pobres.

    Rachel Gutiérrez

Leave a Reply