RETRATOS, IMAGENS, SÍNTESE DOS EFEITOS DA CRISE DA ZONA EURO SOBRE CADA PAÍS

Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

mapagrecia

Parte I

Grécia: Berlim evoca uma nova ajuda para 2014

 Le Monde.fr | 18.07.2013 à 19h50

wolfgang schauble

 

Uma nova ajuda internacional para a Grécia é possível a partir dos finais de 2014 desde que o país consiga alcançar um excedente orçamental primário, disse quinta-feira, 18 de Julho, o ministro alemão das finanças, Wolfgang Schäuble, em Atenas.

O excedente orçamental que este país em termos públicos recebe mais dos contribuintes do que o valor dos serviços que lhes presta, e portanto não se entrando em linha de conta com o serviço da dívida. O ministro alemão também estabeleceu como condição a implementação das reformas prometidas no rescaldo de um novo pacote de medidas de austeridade tomadas pelo Parlamento grego a pedido dos seus credores internacionais.

BERLIM opôs-se a um perdão da dívida

Desde há várias semanas, os mercados e o FMI antecipam nova ajuda à Grécia, à luz da sua taxa de endividamento e das suas obrigações de reembolso, e muitos evocam a possibilidade de um novo perdão de dívida, depois da que foi realizada em 2012 pelos bancos privados.

Por várias semanas, os mercados e o FMI antecipam nova ajuda à Grécia, à luz de sua dívida e obrigações das taxas de reembolso, muitos evocando a possibilidade de um novo cancelamento da dívida, depois de feita em 2012 por bancos privados.

Até agora, Berlim não queria ouvir falar sobre o assunto, sequer. Com efeito, um tal cenário pesaria essencialmente sobre os contribuintes da zona euro e com os alemães em primeiro lugar, que são os primeiros contribuem para o plano de ajuda para a Grécia. A Chanceler Angela Merkel prefere incentivar a Grécia à virtude orçamental, ao esforço e à redução no estilo de vida, sobretudo com a redução do seu sector público,.

Wolfgang Schäuble, que veio pela primeira vez à Grécia desde o início da crise da dívida, reiterou a oposição de Berlim para essa hipótese, argumentando que “a Grécia tem feito progressos significativos” e está no ” bom caminho”.

A Grécia posta à prova por um novo plano de ajustamento

LE MONDE | 15.07.2013 à 11h32

Par Adéa Guillot (Athènes, correspondance)

A votação no Parlamento grego esta semana de um novo projecto de lei visa criar o quadro legislativo que permite a transferência ou a demissão forçada dos funcionários é que um verdadeiro teste para o governo de Antonis Samaras que acaba de ser agora renovado. Na primeira linha, esta vez, está Kyriakos Mitsotakis, nomeado a 24 de Junho Ministro da reforma administrativa,. Um lugar explosivo e que pode bem fazer dele o homem político mais impopular aos olhos dos gregos exaustos pelos anos de austeridade e relutantes em conceder um período de estado de graça para o jovem ministro

Os funcionários da cidade de Atenas manifestam-se contra as medidas de austeridade do governo, em 12 de Julho, em Atenas.

Isto faz já meses que a ‘troika’, que compreende os credores do país (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) tem colocado como condicionalidade à sua aplicação das reformas, especialmente na governação do país, cada um dos seus pagamentos de uma parcela dos empréstimos determinados nos dois planos de ajuda, o de Maio de 2010 e o de Fevereiro de 2012. Durante o Eurogrupo de 8 de Julho, os Ministros europeus das Finanças aceitaram conceder a entrega de uma nova parcela de 6,8 mil milhões distribuídos a partir de agora até Outubro, mas exigiram em troca rápidas garantias de que o governo grego iria então reduzir fortemente o serviço público.

Daí este projecto lei, apresentado no Parlamento há já alguns dias, implicar que os seus 110 artigos sejam  estudados e validados antes de 19 de Julho. Na mão, o pagamento até ao final do mês de 4 mil milhões de euros. Portanto, o governo não pode dar-se ao luxo de rejeitar deste texto. E é aí que a pressão sobre a equipa do primeiro-ministro Samaras aumenta.

Desde as eleições de Junho de 2012, os conservadores da Nova Democracia (ND), os socialistas do Pasok e a esquerda Democrática (Dimar) têm governado juntos. A coligação ruiu em 21 de Junho, com a retirada precipitada de Dimar, em profundo desacordo com a decisão anunciada de forma unilateral pelos conservadores de encerrarem em poucas horas, a radiodifusão pública grega.

(continua)

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