João Cabral de Melo Neto – poema de Rachel Gutiérrez carlosloures21 de Setembro de 201321 de Setembro de 2013Belas-artes., Literatura Navegação de artigos PreviousNext ao meio-dia de luz, de sal, Recife e Sevilha, poeta branco, te recebem a louca luz que é bailarina que é labareda e espiga vence a miséria do agreste: reflete no sal, na pedra, teu rosto feio e triste, rosto crestado teu rosto duro como a seca do Nordeste como seco é o teu poema porém… tuas palavras são só música e só delas suportaste ritmos e sons – beleza dura de uma nova arquitetura em chão de barro a lâmina do teu verso – angústia e enxaqueca mais a cegueira – corta a redondilha e a faz de pedra pedra de sonho reencontrado, branco, ao meio-dia no papel. Ilustração: Reprodução de quadro de Dorindo Carvalho Share this: Share on Facebook (Opens in new window) Facebook Share on X (Opens in new window) X Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp Email a link to a friend (Opens in new window) Email More Print (Opens in new window) Print Like this:Like Loading…