O GOVERNO DE OBAMA ESTÁ PARALISADO E À BEIRA DE UMA SITUAÇÃO DE INCUMPRIMENTO – Por JÚLIO MARQUES MOTA

Segunda Parte
(conclusão)

Hoje, 2013, tudo igual, para não dizer em muito pior estado, na Europa, e apenas um pouco menos mal nos Estados Unidos.  Mas a situação americana pode agravar-se rapidamente e com efeitos que podem fracamente não serem sequer calculáveis. E tudo  devido à maldade dos homens, do grupelho de republicanos que têm toda a gente amarrada ao quadro constitucional americano.

A questão que agora se levanta é se iremos estar numa situação de caos com a entrada dos USA em incumprimento, ou de normalidade relativa, com Obama a ceder, por absoluto ao que a ultra-direita americana pretende. A partir daí é de acreditar que se depare depois com uma escala de conflitos sociais. Mas há uma terceira via possível, a da esperança, a do nascimento de um homem, Roosevelt II, de um homem de quem o mundo inteiro precisa, que coloque à frente os direitos do seu povo e não os compromissos que a direita exige. E tudo aponta para que Obama esteja nesta via.

Como assina Robert Reich num dos seus últimos posts:

“Se chegarmos a 17 de Outubro e os republicanos estiverem ainda a manter refém a própria nação como um todo, o Presidente tem apenas uma opção: ele deve ignorar o tecto da dívida e dar ordem ao Tesouro para continuar a pagar as contas do país.

Ele deve apoiar-se na secção 4 da décima quarta emenda da Constituição, que nos diz que a “validade da dívida pública dos Estados Unidos, autorizada pela lei… não deve ser questionada.” A dívida em si é claramente “autorizada pela lei” porque é em resultado directo das leis que os Estados Unidos estão autorizados a gastar e aplicar impostos. O confronto sobre o tecto da dívida é um confronto sobre o pagamento da dívida, não sobre a legalidade da dívida em si-mesma. Sem dúvida, o que a Constituição exige ultrapassa qualquer lei que determine o tecto da dívida.”

Esta é a opinião de Robert Reich, antigo ministro de Clinton. Aguardemos pois os acontecimentos e espero que nos acompanhem numa série de três textos que iremos publicar sobre Obama e a direita americana. Esperemos que as nossas esperanças se concretizem e que a América reencontre o caminho da esperança, como o encontrou com Roosevelt. Desses tempos longínquos, dessa reconstrução, hoje igualmente necessária, uma imagem do trabalho pioneiro em política económica realizado sob a égide de Roosevelt:

Grande Depressão - I

E é tudo.

Júlio Marques Mota

Coimbra, 9 de Outubro de 2013.

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