A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Amanhã a nossa edição é inteiramente dedicada à mulher e à luta pela igualdade de géneros. E escolhemos homenagear uma mulher, um ser humano de grande qualidade intelectual – Hannah Arendt, que nasceu em 14 de Outubro de 1906. Não optámos por um ícone do feminismo, mas por uma pessoa cuja obra a qualificaria sempre como um ser de excepção. Isto, apesar das contradições que lhe são apontadas, como, por exemplo, a de, sendo judia, se ter relacionado sentimentalmente com Martin Heidegger, um dos filósofos em que os nazis apoiaram a sua torpe argumentação. Não esqueçamos, porém. que Heidegger inspirou pensadores como Sartre e que as cedências ao totalitarismo hitleriano foram feitas (tiveram de ser feitas) por todos os que não abandonaram a Alemanha durante a vigência do III Reich. Mas falemos de Hannah Arendt,.