A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.

maginam uma mulher cuja atitude fez com que uma lei fosse mudada? Pois é, foi o caso de Carolina Beatriz Ângelo !
uma das fundadoras do Grupo Português de Estudos Feministas, em 1907, da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, em 1909, da Associação de Propaganda Feminista, em 1912, da Comissão Feminina ‘Pela Pátria’, em 1916, a partir da qual se formou, no mesmo ano, a Cruzada das Mulheres Portuguesas. As ideias republicadas chegaram-lhe através do casamento, com Paulino de Oliveira, membro do Partido Republicano. Com a instauração da República, colaborou com o ministro da Justiça, Afonso Costa, na elaboração da Lei do Divórcio, dedicando a esta causa o livro “A mulher no Casamento e no divórcio”. Com a série de contos infantis Para as crianças que publicou, entre 1897 e 1935, em Setúbal, em fascículos, ficou considerada a criadora da literatura infantil em Portugal. Defendeu a inclusão nos livros escolares de rimas e contos, para as crianças se sentirem alegres e criarem um mundo imaginário. Traduziu vários contos de autores estrangeiros de entre eles, Irmãos Grimm e Hans Christian Andersen. As suas obras foram traduzidas para espanhol, francês e inglês.
Em Elvas, famílias humildes apanhavam as célebres ameixas e trabalhavam noutros árduos trabalhos. Foi assim que cresceu Adelaide, que casou aos 18 anos, analfabeta.Incentivada pelo marido, começou a estudar aos 20 anos. Aos 23 fez o exame de instrução primária. Com 27 anos terminou o curso dos liceus, já a viver em Lisboa. Na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, para onde entrou aos 29 anos, teve como professores Miguel Bombarda, Curry Cabral, Ricardo Jorge e Alfredo da Costa. Em 1900, defendeu a tese “A protecção às mulheres grávidas pobres, como meio de promover o desenvolvimento físico de novas gerações”, tornando-se a terceira mulher a concluir Medicina no país. Em 1901, o seu primeiro artigo, publicado no Jornal Elvense, tinha como título: “Instrua-se a mulher”. Em 1907, foi iniciada na maçonaria onde atingiu o grau de “Venerável”. Em 1909, foi co-fundadora da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, onde defendeu a emancipação feminina. Em 1910, participou activamente na aventura da implantação da República. Com duas companheiras, coseu e bordou a bandeira nacional hasteada a 5 de Outubro na Rotunda, em Lisboa. Em 1912 reivindicou o voto das mulheres.