A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.

da indicação do autor. Tais elementos, com a sua inevitável evidência, levam-no certamente a concluir que se trata de um ensaio de Mesquitela Lima, seguindo uma perspectiva antropológica, sobre a poesia de Sérgio Frusoni (1901-1975), poeta cabo-verdiano quase desconhecido, quando afinal, tendo em conta a própria organização interna, a dimensão das diferentes partes e o que parece ser a verdadeira intenção do organizador, se descobre com surpresa que o volume se destina essencialmente a revelar o corpus poético, ainda inédito, de Frusoni (pp. 47-295) e é acompanhado por um estudo do que aqui figura como autor (pp. 15-46). Sem efectuar extrapolações indevidas, seguindo apenas os critérios de edição consolidados e considerando a titulação do próprio poeta, seria mais correcto e mais transparente conceder a Sérgio Frusoni o lugar que lhe compete, respeitando até o título escolhido pelo poeta (“San Vicente Crioulo”) para a sua colectânea de poemas.