RETRATOS COM HISTÓRIAS – GINA LOLLOBRIGIDA – POR EDUARDO GAGEIRO

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Gina Lollobrigida.1968 “Foi numa festa da quinta Patino. Vi um carro entrar e entrei. Acabei entregue ao segurança.”

A Actriz  que nos anos 50/60 correspondia, pela sua exuberância física, ao modelo de símbolo sexual, foi como tal aproveitada no cinema italiano até chegar a Hollywood. Apesar disso, entre a talvez demasiado extensa filmografia, e não obstante a sua escolha para desempenhar papéis de evidente sensualidade, alguma coisa se salva qualitativamente, como a sua participação em “Pão, amor e fantasia”, comédia de Luigi Comencini, a que se seguiu “Pão, amor e ciúme”, de Dino Risi, filmes em que se retratava a Itália provinciana do pós-guerra. Hollywood lançou-a em filmes de êxito comercial como “Trapézio”, de Carol Reed, contracenando com Burt Lancaster, o que contribuiu para o seu aparecimento nas festas dos Patinos e noutras mundanidades. Até Raul Solnado recorreu ao imaginário sexual na conhecida história em que conta o sonho da sua ida à “Cova Funda” e da surpresa  de aí encontrar a sua amiga Gina, com quem festejou  com umas cervejas e um pires de caracóis “para fazer boca”.  Curiosamente a Lollo, passada a frescura daqueles anos, tornou-se fotógrafa de viagens, com álbuns de algum sucesso editorial. (MS)

1 Comment

  1. Exuberância física, uma ova. Elegância bem medida, uma simpatia transbordante e, também, uma actriz fora de série. Retratar a Itália provinciana do pós-guerra foi uma contribuição esplendida para a evolução da arte cinematográfica que, nessa época, bem precisava de olhar para outros aspectos da sociedade que, quer se goste, quer não, tinha de transportar e conservar vários efeitos sobrantes da ditadura fascista
    Em Portugal, no Museu da Marinha, há um retrato dessa inesquecível actriz que foi uma sua oferta à guarnição da corveta “Pero Escobar”. Devido às linhas elegantíssimas da “Pero Escobar”, a sua marinhagem alcunhou-a de “Gina” e a actriz, uma vez avisada dessa distinção tão amigável, em reconhecimento, enviou o seu retrato com a dedicatória seguinte: “Al Comandante e agli Ufficiali della NRP “Pero Escobar” com l`augurio sincero che la loro bella nave esce sempre vitoriosa da qualcumque cimento”; Roma, 1962- Gina Lollobrigida.
    CLV

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