Na semana que agora termina, com tolerância de ponto ou sem ela, lá se cumpriu mais uma época carnavalesca.
Pelo menos cumpriu-se a época oficial do Carnaval, já que na realidade vivemos nele o ano inteiro. E se nesta altura ele é protagonizado por foliões que a todo o custo nos querem aparvalhar, divertindo-nos e fazendo-nos esquecer as agruras da vida, no restante do ano ele é protagonizado por foliões que a todo o custo nos querem chamar de imbecis, e nos querem fazer esquecer a realidade de continuadamente sermos governados por quem tem como único objectivo, o seu próprio bem estar e o dos grupos a que pertencem.
Enfim, mas deixemo-nos de tristezas que esta vida são dois dias, e um já passou . Falemos então destes dias que há pouco terminaram.
Mais um ano, mais um Carnaval que na maior parte do país, é estrangeiro, sendo que neste ano, e por causa da crise e das crises, a contenção de despesas tenha obrigado a que sejam muito menos os artistas, do outro lado do Atlântico, convidados a “abrilhantar” as festas.
Continuam no entanto por aí uns senhores, e uma parte significativa da população, a fazer corsos, à moda do Brasil, com as miúdas nuínhas e tudo, a desfilarem debaixo de chuva com um sorriso meio forçado, cheias de frio, coitadinhas, e a tentarem dançar samba, despidas com as roupas do Carnaval do Rio.
Até quando?

2014

