MEU PAÍS DESGRAÇADO, de SEBASTIÃO DA GAMA

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Sebastião Artur Cardoso da Gama (1924 – 1952)

Meu país desgraçado!…
E no entanto há Sol a cada canto
e não há Mar tão lindo noutro lado.
Nem há Céu mais alegre do que o nosso,
nem pássaros, nem águas …

Meu país desgraçado!…
Por que fatal engano?
Que malévolos crimes
teus direitos de berço violaram?

Meu Povo
de cabeça pendida, mãos caídas,
de olhos sem fé
— busca, dentro de ti, fora de ti, aonde
a causa da miséria se te esconde.

E em nome dos direitos
que te deram a terra, o Sol, o Mar,
fere-a sem dó
com o lume do teu antigo olhar.

Alevanta-te, Povo!
Ah!, visses tu, nos olhos das mulheres,
a calada censura
que te reclama filhos mais robustos!

Povo anémico e triste,
meu Pedro Sem sem forças, sem haveres!
— olha a censura muda das mulheres!
Vai-te de novo ao Mar!
Reganha tuas barcas, tuas forças
e o direito de amar e fecundar
as que só por Amor te não desprezam!

 

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Na semana passada, dia 10 de Abril, passaram 90 anos sobre a data de nascimento de Sebastião da Gama. Vejam o blogue Nesta Hora, no link abaixo, sobre a acção que desenvolveu em defesa da Serra da Arrábida:

http://nestahora.blogspot.pt/2008/04/hoje-o-primeiro-dia-municipal-da.html

Obrigado a:

Lima de Freitas – http://belimadefreitas.blogspot.pt/2014/04/sebastiao-da-gama-evocado.html

escritas.org – http://www.escritas.org/pt/sebastiao-da-gama

Associação Cultural Sebastião da Gama – http://sebastiaodagama-acsg.blogspot.pt/

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