Aquela que teve sempre que lutar pela sua autonomia, pelos seus direitos!
Antes da democracia a MULHER não podia sair do país, sem autorização do marido, não podia votar.
A mulher era para estar em casa a preparar as refeições, limpar a casa, cuidar dos filhos para que quando o pai, o herói de nada, chegasse a casa eles corressem para ele com uma alegria tamanha que fazia a MULHER dizer: -vá, deixem o pai descansar porque ele vem cansado do trabalho.
Quantas vezes a MULHER era a última a comer (jantar) porque tinha que servir o marido…
A MULHER Levava pancada do marido, mas ensinava-se que “entre marido e mulher não se mete a colher…
A MULHER que viveu na clandestinidade, a MULHER que sofreu torturas na PIDE, a MULHER que viu torturar os seus filhos….
A MULHER que não tinha dinheiro para comprar, nem fiado, comida para dar aos filhos enquanto o marido bebia na taberna com os amigos…
A MULHER que viu os seus filhos partirem para a Guerra nas Colónias e já não os viu chegar…
A MULHER que tinha que ir à missa, porque ficava mal se não fosse, enquanto o marido ficava fora da Igreja a conversar com os amigos, e não poucas as vezes a contar anedotas….
A MULHER que passava na rua e ouvia obscenidades dos homens que por ela passavam….
A MULHER explorada nos campos e nas fábricas…
A MULHER sem direito à sua sexualidade…
A MULHER que não podia decidir se queria ou não ter filhos…
A MULHER é assassinada…
A MULHER por decisão de Tribunais fica sem os filhos…
A MULHER é múltipla…é mãe…é amante… é dona de casa…é profissional…
A MULHER é lutadora pela defesa do bem estar dos seus filhos…
A MULHER é lutadora pelos Direitos Humanos….
A MULHER é artista…
PORQUE A MULHER É
publico aqui alguns autocolantes que surgiram no 25 de Abril, a chamar a atenção para a MULHER.
Estes autocolantes fazem parte da minha colecção de autocolantes do 25 de Abril, por isso não consigo dar um melhor aspecto gráfico.
OBRIGADA A TODAS AS MULHERES QUE TORNARAM O 25 DE ABRIL POSSÍVEL.



E A Mulher, brava Luísa Moniz, chegava a dar menos leite do seu peito à filha menina porque, pela força da ideologia de dominação masculina, acreditava que a filha precisava de menos alimento do que o filho!
No Brasil, só no final dos anos 1960, graças ao Novo Estatuto da Mulher Casada, da nossa jurista Romy Medeiros, é que A Mulher pôde viajar sem licença do marido, montar pequenos negócios, comprar e vender bens em seu nome etc.
A luta é longa e não pode parar. As moças de hoje precisam saber como foram duras e sofridas as
nossas conquistas pela autonomia de que hoje elas gozam.
abraço solidário e Viva o 25 de abril das Mulheres de Portugal!
Tem toda a razão, a luta é longa e não pode parar. É inadmissível a violência doméstica, a violência no namoro…
Espero pelo dia 23 de Maio para a conhecer pessoalmente. Bjs Luisa