SECRETÁRIO-GERAL DA AMNISTIA INTERNACIONAL EM PORTUGAL – por Clara Castilho

Da Amnistia Internacional Portugal transcrevemos:

“O Secretário-Geral da Amnistia Internacional, Salil Shetty, visitará Portugal nos próximos dias 4 e 5 de maio. Um encontro com o Primeiro-Ministro português, Pedro Passos Coelho, e uma conferência sobre Europa na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa são dois dos momentos da agenda do Secretário-Geral da Amnistia Internacional em Portugal. É a primeira visita de um secretário-geral da organização de direitos humanos a Portugal, em quase vinte anos.

No domingo, dia 4 de maio, o Secretário-Geral da Amnistia Internacional terá um primeiro dia de agenda reservado sobretudo aos membros e apoiantes da Amnistia Internacional em Portugal.

Salil Shetty at AI Spain

No dia 5 de maio, o Secretário-Geral da Amnistia Internacional participará de manhã numa conferência promovida pela Amnistia Internacional e pelos Instituto Europeu e Instituto de Direito Económico, Financeiro e Fiscal da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, intitulada: “Direitos humanos na Europa: que desafios para o futuro?”.

Em ano de eleições europeias, e no país que terá inspirado a criação da própria Amnistia Internacional – antes do regime democrático, que cumpre agora quatro décadas – a secção portuguesa da organização junta-se à Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa para promover o debate sobre o futuro dos direitos humanos na Europa. Direitos económicos e sociais, refugiados, minorias e discriminação, liberdades e democracia são alguns dos temas da conferência, que conta com as intervenções de Mário Soares, considerado prisioneiro de consciência pela Amnistia Internacional e “prisioneiro do ano” da Amnistia em 1968, Catarina Albuquerque, Relatora da ONU para o Direito à Água e Saneamento, e do deputado ao Parlamento Europeu Carlos Coelho. A intervenção final caberá ao Secretário-Geral da Amnistia Internacional.”

A entrada é livre, mediante inscrição prévia, e limitada à capacidade da sala. Escreva para aiconferencia@gmail.com e reserve a sua presença até ao dia 2 de Maio.

E que quer o comunicado dizer com “e no país que terá inspirado a criação da própria Amnistia Internacional – antes do regime democrático”?

aministia forrtotten prisoners

Lembrando a história da Amnistia Internacional, remontamos às campanhas em 1961, quando um advogado Inglês, Peter Benenson lançou uma campanha mundial (“Apelo para Amnistia 1961”) com a publicação de um artigo proeminente “Os Prisioneiros Esquecidos” no Jornal “The Observer”. A notícia da detenção de dois estudantes portugueses que elevaram os seus copos para brindar em público à liberdade, levou Benenson a escrever este artigo. O seu apelo foi publicado em muitos outros jornais pelo mundo fora tornando-se assim na génese da Amnistia Internacional. A primeira reunião internacional teve lugar em Julho de 1961, com delegados da Bélgica, do Reino Unido, França, Alemanha, Irlanda, Suíça e dos EUA. Decidiram estabelecer “um movimento permanente em defesa da liberdade de opinião e de religião “.

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