O RIO MEKONG – CORAÇÃO E ALMA DO SUESTE ASIÁTICO – por João Machado

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Localização do rio Mekong. Obrigado a Wikimedia Commons

O Mekong forma-se a partir de correntes de água, nas Montanhas Tanggula, no lado oriental do planalto do Tibete. A seguir atravessa a China, pelo Yunnan, e entra na Indochina. Aqui, começa por servir de fronteira entre Myanmar (Birmânia) e o Laos, para, depois de atravessar este segundo país, servir de fronteira entre ele e a Tailândia, por mais de 850 quilómetros. A seguir atravessa o Cambodja, para finalmente entrar no Vietname, e desaguar no Mar da China. O seu comprimento total será na ordem dos 4350 quilómetros, atravessando ou bordejando sete países, se considerarmos o Tibete como separado da China. A sua bacia hidrográfica ocupa cerca de 935 mil quilómetros quadrados. Banha três cidades importantes, Luang Prabang, Vienciana e Pnom Penh, as duas primeiras no Laos, a última no Cambodja.

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O mapa acima ajuda-nos a perceber a importância do rio Mekong para o Sueste Asiático. Como via de comunicação, apesar da extensão e das dificuldades do seu percurso, que inclui quedas de água, como as de Khone Pahpheng, na imagem abaixo, as maiores da região, situadas no sul do Laos, perto da fronteira com o Cambodja, que constituem o principal obstáculo à navegabilidade do rio, até à China.

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Quedas de Khone Pahpheng. Obrigado à Wikipedia

A bacia hidrográfica do Mekong tem uma das maiores biodiversidades do mundo, apenas excedida pela do Amazonas. Para além da agricultura, encontram-se na região grande quantidade de espécies animais e vegetais, algumas em risco, o que torna importantíssimo zelar pela protecção do meio ambiente, muito ameaçado pela acção do homem, com destaque para os devastadores conflitos militares que ali ocorreram, ao longo de grande parte do século XX, e que se teme não estarem totalmente afastados. Os esforços para se lançar a cooperação entre os países que são abrangidos, total ou parcialmente, pela bacia do Mekong levaram à criação da Comissão do Rio Mekong, em 1995. O link para esta organização é o terceiro na lista abaixo. Abaixo uma imagem de um golfinho de Irrawadi, tirada em 2008, em Kratié, no Cambodja.

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Obrigado a Jean-Claude Durka e à Wikipedia

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Ver mais em:

Click to access 0001968-inland-waters-overview-of-the-hydrology-of-the-mekong-basin.pdf

Click to access 0001968-inland-waters-overview-of-the-hydrology-of-the-mekong-basin.pdf

http://www.mrcmekong.org/

Click to access mekong.pdf

Click to access Brochure%209th%20-%20GMSARN2014%20-%201.pdf

http://www.gmsarn.com/sitegmsarn2009/home.php

http://www.mpowernetwork.org/

 

2 Comments

  1. Muito clara e interessante a sua explicação. Vim aqui a propósito da leitura do livro “L’Amant”, de Marguerite Duras. A ação começa durante a travessia de um braço do Mékong, na barcaça entre Vinhlong e Sadec.

  2. Obrigado, Graça Serra Santos, pelo seu amável comentário.
    Embora não seja grande o papel do Mekong na história, é sem dúvida significativo que o primeiro encontro da autora/heroína com o Chinês de Cholen seja numa travessia do grande rio.

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