Poema: Vasco Graça Moura (in “Letras do Fado Vulgar”, Lisboa: Quetzal Editores, 1997 – págs. 40-41; “Poesia 1997/2000”, Lisboa: Quetzal Editores, 2000 – pág. 215-216)
Música: Viviane (Viviana Parra Guerreiro)
Intérprete: Viviane* (in CD “As Pequenas Gavetas do Amor”, ZipMix Records, 2011)
[instrumental]
Ó meu amor, não te atrases vou agora pôr-te à prova esta noite é Lua Nova e tu não sabes de fases
se chegas tarde eu te acuso de que andarás a enganar-me: vindo de ti, cada abuso me soa a sinal de alarme
teus olhos arregalados não são desculpa melhor sabes cá chegar de cor e mesmo de olhos fechados
nem um cego se perdia lá fora agitam-se os ramos nas brenhas da ventania é tarde, porém jurámos
que enquanto este amor se guarde e seja o nosso segredo virias cedo, bem cedo e havias de partir tarde
[instrumental]
sendo a Lua Nova ou Cheia ou Crescente ou Minguante o que a nós nos incendeia é fogo de outro quadrante
é clarão de uma outra luz que ao pressentir os teus passos acendi quando dispus quatro quartos nos teus braços [4x]
* [Créditos gerais do disco:]; Viviane – voz, flauta; Tó Viegas – guitarra portuguesa, guitarra acústica; Rui Freire – bateria; Xico Santos – contrabaixo
Nelson Conceição – acordeão; Miguel Drago – guitarra portuguesa; João Mogo – trompete; Tiago Rêgo – percussões: Produção musical – Tó Viegas e Viviane; Produção executiva – Tó Viegas; Gravado e misturado por Tiago Lopes, no Estúdio ZIPMIX, Quelfes – Olhão, durante os meses de Junho e Julho de 2010; Masterizado por Tó Pinheiro da Silva
Fado dos Trevos
Poema: Vasco Graça Moura (in “Mais Fados & Companhia”, Lisboa: Público, 2004 – págs. 28-29; “Poesia 2001/2005”, Lisboa: Quetzal Editores, 2006 – pág. 65)
Música: Florêncio de Carvalho
Intérprete: Clara* (in CD “Encontros”, Thape, 2010)
A vida é feita de escolhas: quis escolher uma vez um trevo de quatro folhas mas só vi trevos de três
quis então cantar nas ruas um fado que as três resuma mais valem três do que duas e mais duas que nenhuma
e então cantando e somando o que quero e o que não quero no meu onde, como e quando, tinha de partir do zero
e então cantando e somando o que quero e o que não quero
[instrumental]
acontece que entretanto deu-se um golpe de teatro encontrei-te e amei-te tanto que as três valeram por quatro
e assim nas minhas escolhas eu tinha razão talvez transformando em quatro folhas trevos que eram só de três
e então cantando e somando o que quero e o que não quero no meu onde, como e quando, tinha de partir do zero
e então cantando e somando o que quero e o que não quero
[instrumental]
e então cantando e somando o que quero e o que não quero no meu onde, como e quando, tinha de partir do zero
e então cantando e somando o que quero e o que não quero