NOTÍCIAS SENSACIONALISTAS SOBRE INTERNET INFLUENCIAM AS CRIANÇAS por clara castilho

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O último comunicado de imprensa da EU Kids Online III, da London School of Economics e da Universidade Nova de Lisboa Junho 2014) revela:

 “As crianças são influenciadas por notícias sensacionalistas em relação a experiências online. Esta é uma das conclusões de um novo estudo internacional do projecto EU Kids Online, que entrevistou crianças e jovens em nove países, incluindo Portugal, sobre o que pode ser problemático quando usam a internet.

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[…] As situações problemáticas na internet são interpretadas de modos diferentes consoante a idade: as crianças mais novas reflectem as percepções dos media e dos pais, enquanto as mais velhas se baseiam nas suas experiências pessoais e nas dos seus pares.

No entanto, todas referem a ameaça do contacto com desconhecidos, um risco que se tem revelado menos presente que outros no seu uso da internet mas que aparece com frequência em notícias sensacionalistas.

Por isso, conselhos para segurança na internet devem não só alertar crianças e jovens sobre perigos; devem também sensibilizá-los para desvantagens de alguma cobertura mediática.

  […] O coordenador deste estudo internacional, David Smahel, da República Checa, recomenda:

 «É importante ajudar os mais novos a compreender que “gozar” pode evoluir para incidentes mais sérios e prejudiciais. Quando vêem como a comunicação na internet pode piorar as coisas, as crianças devem ser motivadas a tomar medidas preventivas para neutralizar conversas agressivas antes que se agudizem

«O poder do grupo de pares deve ser incentivado para combater o cyberbullying e outros tipos de vitimização na internet, já que as crianças e jovens referiram a utilidade de ter apoio dos que estão perto de si. Os pares ajudam a lidar em conjunto com os agressores online e a sua intervenção pode mediar os conflitos.»

 Há pais que explicam claramente aos filhos porque é que na internet algumas coisas são problemáticas. Outros têm menor capacidade para explicitar por que razões algo é prejudicial e essa dificuldade pode-se tornar a situação confusa para os mais novos, destacou o estudo.

Ao mesmo tempo, verificar às escondidas o que os filhos fizeram na internet pode gerar tensões familiares. Tal pode levar a que crianças e jovens não confiem nos pais se tiverem um problema online.

 Em vez de proibir o acesso à internet ou assustar demasiado os mais novos, os pais deverão explicar-lhes com clareza porque é que algo é arriscando, mostrando-lhes situações que podem encontrar e como as evitar. Os pais portugueses que não se sentem preparados podem encontrar ajuda em http://www.internetsegura.pt/ e através da Linha Ajuda (808 91 90 90). Os pais, sobretudo de adolescentes, devem ser sensíveis ao desejo de privacidade dos filhos.”

 Para mais resultados, outros relatórios e detalhes técnicos do estudo visite http://www.eukidsonline.net

Para aceder ao relatório “Meaning of online problematic situations for children. Results of qualitative cross-cultural investigation in nine European countries”, editado por David Smahel & Michelle F. Wright, visite

http://www.lse.ac.uk/media@lse/research/EUKidsOnline/EU%20Kids%20III/Reports/D4.2MeaningsReport.pdf

Contactos da equipa portuguesa: eukidsonlinept@gmail.com

Gabinete de Relações Externas e Comunicação – FCSH/NOVA – tel: 21 790 83 00

 

 

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