A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Muitas vezes ao escrevermos sobre temas que nos apaixonam, somos levados a análises voluntaristas e a confundir o que desejamos que aconteça com o que mais provavelmente irá acontecer. Nessas «análises», mais próximas da prece do que da observação da realidade objectiva, invocamos a moral, a ética, a razão… esquecendo que nenhum desses valores influem na condução da política. Também é verdade que se, na nossa análise, aceitamos a realidade sem a condenar ou sem a temperar com o que desejamos que ela seja, estamos a ajudar a que a tal realidade se mantenha.