OBAMA: UM HOLLANDE AMERICANO? 13 ANOS DEPOIS DO 11 de SETEMBRO, O TERRORISMO ISLÂMICO CONTINUA A ESTAR BEM PRESENTE – por JEAN BONNEVEY

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Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

Obama - Hollande

OBAMA : Um Hollande americano ?

13 anos depois do 11 Setembro, o terrorismo islâmico continua a estar bem presente

Jean Bonnevey, OBAMA: UN HOLLANDE AMÉRICAIN? 13 ans après le 11 septembre, le terrorisme islamique est toujours la

Recista Metamag,  11/09/2014 

Obama eleito para terminar com as guerras de Bush declarou agora a sua própria guerra. É certamente um regresso “ao todo aéreo” mas é sempre uma guerra.

13 anos depois do 11 de Setembro o terrorismo islâmico está mais vivo que nunca e mais multiforme. O EI aumenta em força mas Al Qaïda continua no terreno e visa o mundo indiano. Então, é certo, estes islâmicos não são islamistas e ainda menos muçulmanos. O medo da islamofobia paralisa o primeiro presidente não branco. No entanto, se não se fizer a guerra ao islamismo, os terroristas, eles, fazem-na contra nós e em nome do Islão, do seu Islão chanfrado certamente mas sempre em nome do Islão.

As guerras americanas são um desastre

É a mesma coisa que a guerra de Sarkozy na Líbia implicando a guerra de François Hollande no Mali. Esta guerra que será longa far-se-á sem alianças com os que lutam contra os islamistas na Síria, uma posição estrategicamente estúpida partilhada pelo seguidismo francês. Uma guerra que não será ganha sem envolvimentos no terreno, diga-se o que se disser a este respeito, e que vai manchar o fim do segundo mandato de Obama.

O Grande Médio Oriente está outra vez na berlinda. E adivinha-se quem fará parte da coligação dos voluntários prontos para se baterem contra o califa? A Grã-Bretanha, a Austrália, a Turquia, a Jordânia e os pilares do Conselho de cooperação do Golfo (CCG) que são o Qatar, a Arábia Saudita e os Emirados árabes unidos.

É praticamente o mesmo bando (cinco sobre sete) que tornou a possível subida do Estado islâmico no Iraque e no Levant (EIIL), com o seu refrão “Assad deve partir”, seguidamente os seus “bons ” e “maus” djihadistas, para terminarem na criação do EIIL (tornado depois o Estado islâmico), território tentacular do califa Ibrahim, forte do apoio do seu exército privado.

No plano da política interna não é melhor

A explosão de raiva racial e da violência que se mostrou à evidência em Fergusson, forçando as autoridades a enviar a guarda nacional no apoio das forças da polícia, reavivou as feridas que dividem a sociedade americana desde as suas origens. Esta situação destrói as esperanças dos que tinham ingenuamente acreditado que a eleição de um primeiro presidente mestiço na história dos Estados Unidos faria entrar o país numa era “pós-racial”. Cinco anos e meio depois da sua eleição para a Casa Branca, Barack Obama é apanhado pela questão racial. Os democratas temem uma derrota ao Senado no outono 2014, o que marcaria o crepúsculo da presidência Obama.

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Nota de Tradução: Nos Estados Unidos, num dos grande sites, circula a seguinte petição:

 daily Kos

Sign the petition: Local governments must de-militarize their police

Some of the most disturbing footage to come from Ferguson, Missouri involved the armored vehicles, assault weapons and body armor that police were using.

When did municipal law enforcement start looking like the U.S. military in Iraq?

Since 1996, the Pentagon has donated $4.3 billion in “surplus” military equipment to local and state police. After 9/11, the Department of Homeland Security further militarized the police through federal grants to “fight terrorism.”

But some communities are saying “no.” The Mayor and City Council of Davis, California has directed the Police Department to get rid of a $700,000 tank that the Department of Defense gave them. We need more municipal elected officials to do the same with their police.

Sign the petition, commending the Davis City Council for its bold action—and urging local governments everywhere to likewise demilitarize their police.

I was appalled to see the police in Ferguson, Missouri, using military equipment to terrorize its people — and I don’t want to see the same thing in my hometown. More city councils need to follow the lead of Davis, California—and request that its police department de-militarize.

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François Hollande não é o único presidente a passar por momentos difíceis e a desiludir a sua ala esquerda. Tendo-se comprometido em Junho de 2014 a agir por decreto antes do fim do verão 2014 sobre este processo, a falta de acordo no Congresso para encontrar um estatuto para os 11 milhões de pessoas sem documentos que existem nos Estados Unidos, Barack Obama anunciou agora que vai adiar qualquer decisão para depois do Outono de 2014. Ou seja após as eleições legislativas dos meados do seu mandato, a 4 de Novembro de 2014. “Simplesmente quero que cada um o compreenda, porque isso não se saberá necessariamente olhando para as informações: de todos os pontos de vista ou quase, a economia americana e os assalariados americanos vivem melhor do que quando entrei em funções”.

O crescimento nos EUA tem recuperado para atingir agora níveis nunca vistos desde o início do seu primeiro mandato. Em Agosto, a taxa de desemprego reduziu-se para 6,2% da população activa, mais de um ponto a menos do que um ano antes. Desde a sua chegada à Casa Branca, em Janeiro de 2009, o presidente dos Estados Unidos foi regularmente atacado sobre o estado da economia americana. Barack Obama é actualmente acusado de indecisão pelos seus adversários.

Um Hollande americano numa economia em melhor saúde e com meios militares incomparáveis…. Mas não é tranquilizador!

Revista Metamag, Obama: UN HOLLANDE AMÉRICAIN?

Texto disponível em:

http://www.metamag.fr/metamag-2237-Obama–un-hollande-americain–13-ans-apres-le-11-septembre-le-terrorisme-islamique-est-toujours-la.html

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