Selecção, tradução e introdução por Júlio Marques Mota
Nota aos leitores de A Viagem dos Argonautas
Aqui vos deixo a última parte da peça construída à volta das razões da minha profunda desilusão face a Obama, o prémio Nobel da Paz, prémio ganho por na altura pensar, quanto ao desarmamento nuclear, o contrário do que anda agora a fazer. Pacifista nas palavras, os mais belos discursos sobre a Paz e no entanto as despesas em rearmamento atómico já superam as despesas feitas no tempo de Bush! Belicista nos factos, mostra-nos o desaire brutal em que está o mundo e cuja evidência é ser hoje amigo dos americanos o inimigo frontal de há um mês, o ditador da Síria.
No seu curriculum consta, necessária e obrigatoriamente o mais belo discurso que alguma vez um Presidente da República proferiu sobre a desigualdade de rendimentos, de situação, de perspectivas de futuro, discurso este publicado e saudado em A viagem dos Argonautas. Foi assim, necessariamente. E agora é assado, como no-lo mostra a peça em quatro pequenos textos que a seguir se publica onde se fala da realidade dos Estados Unidos quanto à repartição do rendimento. E revisitem neste blog o discurso do Presidente sobre a desigualdade.
E a conclusão com a série integral sobre Obama tanto pode ser a de Ferguson, realizador de Inside Job, de que Obama é um brutal mentiroso, como a minha, a de que Obama é o mais perigoso Leopardo até agora conhecido e para o qual ainda estará por aparecer um novo Giuseppe Tomasi di Lampedusa capaz de o descrever e um novo Visconti capaz de o filmar.
A cada um as suas conclusões, aqui estão as minhas.
Júlio Marques Mota
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