ESTE PAÍS UM DIA ESTREMECE por Luísa Lobão Moniz

olhem para  mimQuando chegam ao Poder as ideologias têm, finalmente, espaço para se porem em prática. Quem escolhe o Poder que vai  governar o país é o Povo porque vivemos em Democracia.

Porque vivemos em Democracia o Povo tem o direito à informação,  mas muitas vezes é desinformado por quem diz que é sua obrigação informar. Mas o que informa?

O que acha melhor para obter votos, para se sentar na Cadeira do Poder.

Promete o que alguns gostam de ouvir e agride verbalmente o anterior governo.

No dia seguinte às eleições, as primeiras medidas que toma são o contrário das promessas.

E porquê? Porque sabia que estava a mentir e porque se escudou no governo anterior e, por isso, não pode cumprir o que prometeu.

Era uma vez um país, que fica debaixo dos pés dos seus cidadãos e cidadãs que têm o condão de desvalorizar tudo o que fazem, dos quais a sua auto-estima fugiu para as nuvens. Estes homens e estas mulheres foram valentes em tempos idos, lutaram corpo a corpo nas ruas para defenderem os seus ideais, foram presos e torturados, viveram na clandestinidade….

Mas o país que lhes fica debaixo dos pés parece ter cedido às diferentes vagas políticas. Não está comprometido, mas adormecido pelo marulhar do oceano e pelo canto das sereias.

Os poderosos cometem fraudes públicas e privadas, mas andam por aí com a complacência da justiça, da governação, da opinião pública, mas quem rouba um shampô tem que responder perante a justiça e a população e ou é detido ou paga multa e como dinheiro não tem…

O país que lhes fica debaixo dos pés enche o peito de patriotismo quando alguém é reconhecido, pela Europa, pelo cargo político que vai desempenhar, mesmo que para isso tenha abandonado o país, enquanto primeiro Ministro eleito. O país da vizinha é sempre melhor do que o meu!

Esse país tem ricos, muito ricos e tem pobres, muito pobres.

A terra, o mar, as pastagens, a indústria, as exportações, a Educação, a Saúde, a Habitação, a justiça, a natividade, a longevidade, a idade activa têm como seguro o inseguro, lutam por uma vida melhor, mas em surdina, pois o desemprego espreita em cada esquina…e lá continua o Poder daquele que insinuou que era um político diferente do outro que o antecedeu.

O país ficou pálido de vergonha. É tão fácil pontapear quem está no chão!

Os políticos não são todas iguais, são as pessoas que se pautam por valores diferentes. Já assistimos a dois primeiros ministros que durante uma parte difícil da sua vida familiar continuaram a governar sem que ninguém soubesse que tinham  familiares, bem próximos, muito doentes e que acabaram por falecer. Foram pessoas que consideraram não revelar a sua íntima fragilidade com os importantes cargos políticos que desempenhavam.

Não somos todos iguais, uns têm caracter e pudor; uns sabem que a vida privada não tem que andar na vida pública e outros não.

Como foi possível divulgar à Agência Lusa que a esposa está com uma doença oncológica e, por isso, quer que a comunicação social tenha respeito pela sua vida privada!

Quem divulgou a doença? Porquê especificar o tipo de doença?

Eu penso saber porquê, mas nem me atrevo a escrever, porque a ser verdade é tão hediondo que dispensa palavras.

Desejo as rápidas melhoras a todos os doentes deste país que nos fica debaixo dos pés.

Desejo que o Serviço Nacional de saúde trate delas sem discriminações.

Desejo que haja médicos e enfermeiros em número suficiente.

Desejo que as taxas moderadoras baixem de preço.

bia 10.1

1 Comment

  1. “Porque vivemos em Democracia” Tenho de perguntar se estará convencida disso. Se está isso só significa que o banditismo imperante é um seu produto resultante. Os efeitos que estão à vista de todos os Portugueses são capazes de falar pelas causas. Não pretendo dar-lhe a minha opinião mas permito-me citar o falecido Professor Doutor Magalhães que, já há muitos anos, afirmava por escrito, “em Portugal não há Democracia”.CLV

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