Na minha cidade Nasce o Norte insubmisso E gente de rostos rugosos Falando com impropérios Nasce o regionalismo com viço E com a sua luz, nos belos invernos chuvosos Também nascem os mistérios
A minha cidade Cheira a rio e cheira a mar E tem poentes de ouro A enfeitar o granito. Tem pombas a esvoaçar Rabelos colorindo o Douro E mar até ao infinito. Tem uma bruma no ar Gente que é um tesouro E pregões ditos em grito.
Na minha cidade Fala o pobre e fala o rico. Comendo castanhas e iscas Fala a voz de uma naçom. Contra qualquer mexerico Loas aos quadrados e às riscas Gritam na pantera e no dragão
Na minha cidade Ouço o silêncio, absorto Aqui e ali quebrado Por gente de qualquer idade Com gritos de, VIVA O PORTO.
Gostei muito da fotografia que casa muito bem com o poema.
Adorei -um poema ….uma imagem real do Porto com as suas caracterisiticas peculiares -Maria