Talibãs também os temos por cá, de trazer por casa.
Para quem as mulheres não são pessoas mas propriedade, que usam e abusam a seu bel-prazer, sem lhes reconhecer vida própria, apenas dependência, de que podem dispor como e quando lhes aprouver.
Não lhes vestem a burka mas aprisionam-nas do mesmo modo e não se poupam na dominação – afinal elas pertencem-lhes – e que se cuidem se não obedecerem.
Galitos emproados, tão cobardes quanto machos.
A ponta do icebergue da violência doméstica (imaginemos a parte imersa) são dezenas de assassinatos de mulheres pelos seus pretensos parceiros, numa sociedade que continua condescendente com eles, como se matar (ou agredir) fosse sinónimo de amar.
Partidos e igrejas pouco se parecem interessar, fora umas declarações esparsas após mais um femicídio pouco fazem.
No congresso de entronamento, Costa fez lerem por ele, um a um, os nomes de dezenas das vítimas até àquela data. Esperemos que, governante, não se fique pelo espectáculo.

