Há dois dias, divulgávamos a iniciativa de solidariedade com a Grécia, convocada nas redes sociais, para ontem, em Lisboa, Porto, Braga, Faro e Portimão.
A concentração em Lisboa foi no Largo de Camões, seguida de uma marcha até ao edifício da Comissão Europeia em Lisboa, no largo Jean Monnet. Cartazes diziam, por exemplo “Juntos Contra a ‘Troika'”, “O Medo Mudou de Lado”, escrita em português e em grego, “Esperança contra a austeridade”, assim como bandeiras de Portugal e da Grécia.
Os deputados bloquistas Luís Fazenda, Cecília Honório e Mariana Mortágua, a eurodeputada Marisa Matias, Isabel do Carmo, António Pedro Vasconcelos, Rui Tavares foram alguns dos presentes.
A isenção dos nossos órgãos de comunicação social foi sublime! Não falaram da iniciativa, antes do ocorrido. E depois, o comunicado da Lusa informava a presença de 50 pessoas, a RTP, mais tarde de 100 pessoas. Já o Jornal de Notícias avançou para várias centenas de pessoas. Quantas foram? Não sei ao certo, mas não há dúvida de que o povo português segue atentamente o que se passa na Grécia. A expectativa de que o braço de ferro tenha também consequências por estes lados, é grande.
O poema de Alexandre O’Neil “O Poema Pouco Original do Medo” termina:
“ Ah o medo vai ter tudo
tudo
(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)”

