Stuart Holland deu uma entrevista ao Diário de Notícias, em que resume o problema que a Alemanha constitui para a Europa (ver link em baixo). Com efeito, a Alemanha conseguiu um grande predomínio na Europa, alicerçado no seu grande poder económico, e na ideia de que constitui um bastião contra uma eventual tentativa de expansão russa para ocidente. De tal modo que hoje em dia, entre outras questões, é um obstáculo concreto à recuperação económica e ao equilíbrio social dos restantes países da zona euro, sobretudo para os mais pequenos, como a Grécia e Portugal. Tem agravado a situação impondo as políticas de austeridade, com a cumplicidade de governos destes países, com ideologias políticas de direita (por vezes disfarçadas de esquerda), que bem podemos incluir na “Kakistocracia”, de que nos fala Domenico Mario Nuti, no artigo Os problemas de Atenas. E a solução., que apresentamos aqui em A Viagem dos Argonautas, logo a seguir a este editorial, às 13 horas de hoje.
As políticas de austeridade são um obstáculo à recuperação das economias dos países, já muita gente o disse. Para Portugal, numa ponta da Europa, elas significam cada vez mais o seu esvaziar em termos humanos, em quantidade e qualidade. Entre escândalos e incompetência dirigente, vão-se esfumando as poucas hipóteses de recuperação. Não será uma fusão de bancos, ou uma nova indústria que vão pôr um travão no processo de decadência (agora tem o nome de deflação). E a Europa, que foi uma esperança para muita gente, tornou-se no motor dessa decadência.
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