DIA DO TEATRO – Teatro radiofónico: criminosamente ausente do serviço público (II) – por Álvaro José Ferreira

Neste Dia Mundial do Teatro, os ouvintes da Antena 1 são convidados a aceder a uma página onde estão disponíveis pequenos fonogramas relacionados com teatro. É de louvar a iniciativa, mas fica a saber a pouco. Porque não se colocaram ainda online todas as peças (integrais) existentes no arquivo da RDP?  É claro que sem prejuízo da existência dessa plataforma, importa não esquecer a emissão hertziana, pois a rádio ainda passa (e muito) por aí. Decorrido um ano sobre o texto “Teatro radiofónico: criminosamente ausente do serviço público“, nada foi feito para alterar esse estado de coisas, o que não pode – obviamente – deixar de suscitar a mais viva contestação de todos os amantes da arte de Talma. De facto, é de todo incompreensível que havendo um tão vasto e rico acervo de teatro radiofónico (peças e adaptações de obras romanescas, boa parte das quais realizadas pela mão proficiente de Eduardo Street), o mesmo não seja resgatado, para proveito cultural dos ouvintes.  Fica formalizado o apelo à nova administração da Rádio e Televisão de Portugal, na esperança de que, pelo menos neste capítulo, se diferencie (pela positiva) das antecessoras. Textos relacionados: Eduardo Street: morreu o grande artesão do teatro radiofónico “Teatro Imaginário”: ciclo Eduardo Street na Antena 2 Aquilino Ribeiro: cinquentenário da morte Porquê o fim do “Teatro Imaginário”? Teatro radiofónico: criminosamente ausente do serviço público

 

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