ASSOCIAÇÃO DE PROTECÇÃO À INFÂNCIA DA AJUDA (APIA) COMEMOROU 40 ANOS DE EXISTÊNCIA por clara castilho

São 40 anos de existência ao serviço da infância. Que testemunhei nos últimos 30 anos. A todos os que nela foram colaborando e seus dirigentes, a todos os que tomam agora em ombros essa tarefa, os meus parabéns. Ouvi e oiço muitos pais a reconhecerem quão importante foi para os seus filhos a atenção que ali receberam. Ouvi e oiço crianças lembrarem os bons momentos que ali passaram. Vi, pelo trabalho conjunto que fiz com algumas das suas educadoras, como cada criança é um caso e como querem corresponder ao que cada um necessita. Vi, como se preocupam em intervir atempadamente a problemas mal se prevejam, facto que nem sempre ocorre.

A Associação de Protecção à Infância da Ajuda (APIA), ocupou desde 1975 até 2005 um velho edifício na Calçada da Ajuda, desenvolvendo as suas actividades nas valências de Creche, Jardim de Infância e ATL. O seu começo não foi fácil, primeiro o processo de legalização da Instituição que só se realizou em 1983, adquirindo o estatuto de IPSS( Instituição Particular de Solidariedade Social). Em 2003 é realizado com a APIA e a CML, o protocolo de cedência de espaço municipal do edíficio nº2 do Largo da Ajuda.

 apia

Hoje, a Associação funciona com as respostas sociais de creche com berçário (4salas) e pré-escolar (3 salas) de 3,4 e 5 anos, dando resposta a cerca de 130 crianças funcionando com acordos da Segurança Social e DREL.

Definem-se assim:

“A resposta dada aos alunos tem de ter em conta a comunidade de onde provêm, as suas características e necessidades. Por isso, a elaboração e realização do projecto implica a participação dos pais que compartilham com a escola responsabilidades directas na educação dos alunos e de outros membros da comunidade, que tendo uma responsabilidade indirecta nessa educação podem contribuir para o processo educativo- autarquias, instituições culturais, empresas, etc. …

Sendo importante que a educação pré-escolar garanta as condições de futuras aprendizagens com sucesso, não se pretende que se centre na preparação da escolaridade obrigatória, mas que garanta às crianças um contacto com a cultura e os instrumentos que lhes vão ser úteis para continuar a aprender ao longo da vida.

…] O referencial curricular deste Projecto Educativo parte da descrição dos princípios e das práticas de uma comunidade específica de profissionais de Educação: o Movimento da Escola Moderna Português. “É um movimento pedagógico com características únicas, que se tem destacado na produção de práticas inovadoras de formação de professores e de acção educativa. Herdeiro da melhor tradição pedagógica, o Movimento da Escola Moderna tem procurado investir na formação dos professores, do ponto de vista teórico e conceptual, contribuindo para o desenvolvimento científico da profissão docente.” (Nóvoa, 1992, cit. por Serralha, 2007, p. 110).

…] O enfoque é colocado na escola como comunidade de partilha, cooperação e formação democrática. Os alunos inseridos no grupo – turma participam nos processo de, organização regulação e avaliação constituindo verdadeiras comunidades democráticas formadas por cidadãos. O processo contínuo de construção de normas de grupo significativas e consensuais processa-se através da interacção social negociada, regulada em que a criança aprende a comunicar efectivamente com o outro. No terceiro item o enfoque é colocado na participação do grupo nos processos de construção dos significados que dão sentido social às aprendizagens.

 …] Acreditamos que a educação e o saber são processos dinâmicos e partilhados, construídos pelo próprio sujeito, com a mediação de adultos activos e de uma acção intencionalizada. Nessa perspetiva, procuramos ainda que os saberes que a criança já adquiriu, através das suas vivências, sirvam de rampa de lançamento para novas aquisições.

 Finalmente procuramos que, o saber fazer, agir, criar, despertar a curiosidade e o pensamento críticos sejam os fundamentos para o desenvolvimento da criança que desejamos equilibrada ao nível físico, emocional, social, intelectual, estético, espiritual, tornando-se assim num cidadão consciente, activo e solidário no meio em que vive.”

Força, APIA, a caminho de outros quarenta!

 

 

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