CRÓNICAS DO QUOTIDIANO – O VINHO DE MISSA DA QUINTA DO PARAÍSO! – por Mário de Oliveira

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Vejam até onde chega o cristianismo, juntamente com as igrejas que dele nasceram. No caso em questão, a igreja cristã católica romana. Segundo informa o semanário, Voz Portucalense, a diocese do Porto lançou recentemente, no mercado, um vinho próprio para a celebração da Eucaristia, oriundo da Quinta do Paraíso, Baião; um vinho natural especialmente preparado pelo seu enólogo com as características exigidas pelo Direito canónico, para o vinho usado na celebração da missa, e já aprovado pelo Bispo do Porto. Esclarece o semanário que o vinho “é comercializado ao preço de 5 euros por garrafa” e está também “à venda na Livraria da Fundação Voz Portucalense”. Só quem identifica cristo, o filho de David, com Jesus, o filho de Maria; o espírito santo do cristianismo com a Ruah maiêutica de Jesus, é que não se escandaliza. Escandalize-se, ao menos, com os frutos envenenados, que os dois mil anos de cristianismo produziram e que culminaram neste tipo de mundo financeiro, uma planetária fábrica de produção de vítimas humanas. O cristianismo, em versão religiosa e/ou laica, é o inimigo nº 1 de Jesus que passa todo o tempo a semear cizânia na Humanidade, mediante o seu espírito-sopro, o mesmo do Poder, ladrão, assassino, pai de mentira. Compreende-se então que até o primeiro-ministro de Inglaterra, na sua recente mensagem de páscoa, mais parecesse o papa de Roma, a exaltar o cristianismo e os cristãos. Sabe, por exepriência, que só o cristianismo consegue converter os crimes das elites do poder, sobretudo os mais horrendos, em outros tantos feitos heróicos, santos. Quem diz cristianismo, diz mercado global. O vinho de missa, aprovado pelo Bispo do Porto, está aí a comprová-lo. É tudo negócio. Os templos são covis de ladrões. Os clérigos, os vendilhões de serviço. A partir de agora, escusam de ir à missa. Comprem-bebam deste vinho, e verão soltar-se as vossas línguas! Francamente, senhoras, senhores! Que é da nossa dignidade?

 

25 Abril 2015

1 Comment

  1. Essa ideia do vinho de missa exclusivo paga direitos de autor ao bispo de Bragança porque ele teve-a há mais de 2 anos. Apreciador de vinho do Porto do bom, tentou (mas não sabemos se conseguiu) que o vinho de missa da diocese fosse da zona demarcada de Carrazeda de Ansiães. Dizia ele que seria para promover os produtos da diocese.

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