A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.

universidade de Lovaina, na Bélgica, em História de Arte. Membro do Movimento Surrealista Checo. Fundador da revista surrealista internacional Stir Up – Styx, tem cidadania belga, vive parte do ano na Bélgica e outra em Brno, onde organiza mostras anuais de pintura. O surrealismo tocou na antiga Checoslováquia sucessivas gerações de poetas e de artistas plásticos, desde que Vitezlav Nezval (1900-1953) e Karel Teige (1900-1951) no início do ano de 1934 criaram, em Praga, o primeiro Grupo Surrealista checoslovaco. É provável que em nenhum outro país da Europa o surrealismo tenha tido um impacto tão precoce, tão fundo, tão duradouro. Arnost Budik, tocado pela acção surrealista no país desde o final da década de 50 do século XX, é um dos admiráveis exemplos desta intervenção. Ligado às actividades surrealistas que viram a luz durante a Primavera de Praga de 1968, antes de mais a grande exposição internacional em Abril “Princípio do Prazer”, Budik, com a invasão soviética de 21 de Agosto do mesmo ano, refugiou-se na Bélgica, onde prosseguiu e prossegue a sua acção. Solidário com o manifesto dos exilados surrealistas, “Ninguém há-de calar a Primavera”, que Cesariny incluiu na magna antologia Textos de afirmação e de combate do movimento surrealista internacional (1977: 247-253). Na mesma colectânea, reproduz-se capa de panfleto poético de Arnost Budik, À mi-chemin d’ici à là – accusation surréaliste (1971), classificado por Cesariny como “um notável livro de poemas” (p. 247).