Com a chegada do império financeiro que este tipo de democracia mediática ajudou a expandir, sem que, alguma vez mais, venha a ser possível qualquer revolução, à excepção da Revolução antropológica-teológica que, desde Jesus Nazaré, nunca mais foi retomada e prosseguida, o viver dos povos das nações da terra está completamente à sua mercê, dos seus governos-gorilas institucionais, fabricadores de leis feitas à medida dos devoradores apetites dele. Tudo é decidido e realizado rapidamente e em força, como hoje é cada vez mais patente. Sem que os povos das nações sejam tidos ou achados, apesar da máscara de eleições periódicas, já em vias de extinção. Não porque sejam proibidas pelos governos, bem pelo contrário, mas porque as populações estão a aperceber-se da sua completa inutilidade. Tudo é decidido pelo império financeiro, com a cooperação, a bem ou a mal, dos seus governos-gorilas, de direita ou de esquerda, designações, também elas, hoje desacreditadas, ainda que aumente todos os dias o número de novos partidos políticos. Os respectivos fundadores-líderes sabem que, se ganharem lugares no parlamento principal do país, passam a dispor de uma fatia de poder político nada dispicienda. Não decidem nada, já que todos têm de fazer suas, as decisões do império financeiro, o único senhor que têm de reconhecer e ao qual têm de obedecer. Em troca de regalias materiais e de prestígio que os demais concidadãos jamais conhecerão. São corporações egoístas, disfarçadas de altruísmo político. No império financeiro, não há qualquer lugar para afectos nem práticas políticas maiêuticas. Só para egoísmos individuais, corporativo-partidários. De nada adianta às populações indignadas protestar nas ruas. O império financeiro não tem ouvidos, muito menos, coração. Só apetites devoradores dos povos, do petróleo, dos diamantes e outros bens escondidos no ventre da Terra, cada vez mais esventrada. Será que não vemos, cegos que andamos pelos fanatismos religiosos, futebolísticos, partidários?! Acordemos e pratiquemos Jesus, século XXI, mai-la sua revolução antropológica-teológica. Seremos mulheres, homens, povos de pé, vasos comunicantes!
20 Maio 2015

